Um Novo Ano com o Deus das Maravilhas
Recordar o passado, viver o presente e confiar no futuro em louvor e obediência A Escritura revela um Deus que realiza maravilhas grandiosas, perceptíveis na criação, na História e no cotidiano. Ao contemplar tais obras, o salmista reconhece que elas manifestam o poder divino e devem ser lembradas, proclamadas e ensinadas às futuras gerações. Louvor,…
Recordar o passado, viver o presente e confiar no futuro em louvor e obediência
A Escritura revela um Deus que realiza maravilhas grandiosas, perceptíveis na criação, na História e no cotidiano. Ao contemplar tais obras, o salmista reconhece que elas manifestam o poder divino e devem ser lembradas, proclamadas e ensinadas às futuras gerações. Louvor, gratidão e obediência são respostas adequadas diante de um Deus que realiza feitos memoráveis e misericordiosos: “Celebram os céus as tuas maravilhas, ó Senhor, e, na assembleia dos santos, a tua fidelidade” (Sl 89.5).
As maravilhas na rotina da vida
A rotina previsível pode nos levar a banalizar bênçãos que deveriam inspirar louvor. O nascer de um bebê, o alimento diário, o canto dos pássaros ou o céu estrelado são expressões constantes da misericórdia de Deus. O salmista nos lembra que até o que parece comum é extraordinário: “São muitas, Senhor, Deus meu, as maravilhas que tens operado” (Sl 40.5). Reconhecer essas dádivas é cultivar sensibilidade espiritual e gratidão.
Memória agradecida e perigo do esquecimento
As obras de Deus são memoráveis e devem ser preservadas em nossa memória. O esquecimento, como ocorreu com Israel, conduz à rebeldia e ao afastamento da Palavra. O salmista denuncia: “Nossos pais, no Egito, não atentaram às tuas maravilhas” (Sl 106.7). Por isso, cultivar uma memória agradecida é essencial para interpretar a vida à luz da fidelidade divina. A lembrança dos feitos de Deus fortalece a fé, orienta nossas decisões e nos conduz ao louvor.
A Lei e a obediência
Cristo cumpriu plenamente a Lei, mas ela continua sendo padrão santo e moral para o povo de Deus. Rejeitá-la é rejeitar também as bênçãos ligadas à obediência. A história bíblica mostra que a fidelidade traz comunhão e vida, enquanto a desobediência resulta em consequências dolorosas. A Lei não é apenas uma proposição teológica, mas é narrada na história do povo de Deus, revelando os efeitos na prática da obediência e da desobediência.
Louvor, missão e ensino
As maravilhas de Deus têm caráter apologético e missionário. O salmista conclama: “Anunciai entre as nações a sua glória, entre todos os povos, as suas maravilhas” (Sl 96.3). Cabe à Igreja narrar os feitos divinos em adoração, proclamação e ensino. Isso inclui instruir filhos e conduzir gerações futuras à confiança em Deus, como Asafe declara no salmo 78: “O que ouvimos e aprendemos, o que nos contaram nossos pais, não o encobriremos a seus filhos; contaremos à vindoura geração os louvores do Senhor, e o seu poder, e as maravilhas que fez” (Sl 78.3-4).
Considerações finais
O nosso Pastor é o Deus que realiza maravilhas. Ele deve ser louvado em nossa cotidianidade, lembrado em nossa memória e proclamado às nações. Reconhecer suas obras é viver em gratidão e obediência, certos de que nada nos faltará.
Ao iniciarmos um novo ano, somos convidados a olhar para trás e perceber as incontáveis manifestações da bondade divina em nossa história pessoal e comunitária. Cada livramento, cada provisão, cada detalhe da vida cotidiana é testemunho de que o Senhor continua operando maravilhas. Essa retrospectiva nos fortalece para enfrentar o futuro com confiança, pois o mesmo Deus que nos sustentou até aqui é aquele que nos conduzirá nos dias vindouros.
A Igreja, portanto, é chamada a manter viva a memória dos feitos divinos, a ensinar seus filhos e a anunciar ao mundo que o Senhor é benigno e misericordioso. O início de um ano novo é ocasião propícia para renovar este compromisso: narrar as maravilhas de Deus, instruir as novas gerações e proclamar às nações que ele é fiel.
Assim, cada geração é convidada a se unir ao coro dos salmistas: “Louvar-te-ei, Senhor, de todo o meu coração; contarei todas as tuas maravilhas” (Sl 9.1). Que esse novo ciclo seja marcado por uma vida de gratidão, obediência e louvor, na certeza de que o nosso Pastor continuará a realizar grandes feitos em nós e por meio de nós. Amém.
O Rev. Hermisten Maia Pereira da Costa, colunista do BP, é pastor-auxiliar da 1ª IP São Bernardo do Campo, São Paulo, SP, Coordenador Acadêmico e professor de teologia no JMC; é membro do CECEP e do Conselho Editorial do Brasil Presbiteriano

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