Ética e Política: a voz da Reforma contra a tirania

Quando a política perde sua dimensão moral, todos nós somos prejudicados. Quando o discurso político é depreciado, toda a sociedade sofre. Os cristão não devem se preocupar a fim de proteger a própria subcultura, mas a fim de proteger o processo democrático para todos. − Nancy Pearcey.[1]   Introdução   A política civil e a…

Quando a política perde sua dimensão moral, todos nós somos prejudicados. Quando o discurso político é depreciado, toda a sociedade sofre. Os cristão não devem se preocupar a fim de proteger a própria subcultura, mas a fim de proteger o processo democrático para todos. − Nancy Pearcey.[1]

 

Introdução

 

A política civil e a política eclesiástica foram instituídas por Deus para promover justiça e servir ao bem comum. No entanto, a história nos mostra que, muitas vezes, ambas se deixaram corromper por vícios mundanos − ambição, vaidade e desejo de poder − esquecendo-se da honra devida ao Senhor e da preservação da fé dos fiéis. Em nome de Deus, legitimaram perseguições violentas. A tragédia dos huguenotes na França permanece como um testemunho doloroso desse desvio, mas também como um chamado para que hoje não repitamos os mesmos erros.

Calvino (1509-1564) advertia que, sem governo, os homens se tornariam mais cruéis que os animais, arrastados pelo ardor de suas paixões a todo gênero de vícios. O governo, portanto, é uma instituição divina para refrear o mal e promover o bem comum.[2]

 

1. Ética como fundamento da política

 

Depois de décadas em que a política tem sido tratada como uma atividade livre de valores, muitos cientistas políticos rejeitam até mesmo a ideia de um bem transcendente. − Nancy Pearcey.[3]

 

A ética é o critério que qualifica meios e fins. Quando governantes ou líderes eclesiásticos abandonam princípios éticos, o discurso político se torna máscara: proclama servir ao povo ou a Deus, mas na prática busca apenas interesses pessoais. Como alertou Schaeffer (1912-1984), “sem absolutos morais, a moralidade se reduz a gosto pessoal ou convenção social”.[4]

Narrativas forjadas, distantes da realidade e da verdade objetiva, mas que se ajustam ao ideário de determinados grupos, acabam transformando-se, por meio de estratégias de marketing, em instrumentos de poder.[5] Assim, passam a sustentar projetos sociais ou religiosos que, em seus discursos eloquentes − seja por palavras, gestos ou até pelo silêncio calculado − buscam legitimar objetivos divinizados ou ideologizados.[6]

Sócrates (469-399 a.C.) já afirmava que um mau magistrado é como um pastor que destrói seu rebanho.[7] Calvino, por sua vez, enfatizava que os governantes são ministros de Deus, chamados a promover a verdadeira religião, a paz e a decência públicas. Ainda que a depravação humana e as falhas dos magistrados sejam evidentes, as instituições estabelecidas por Deus permanecem dignas de respeito e devem ser preservadas. Por isso, os crentes não apenas devem obedecer às autoridades, mas também interceder por elas em oração, buscando sua paz e prosperidade, pois foram ordenadas pelo Senhor para o bem da humanidade (cf. Jr 29.7).[8]

 

2. Política eclesiástica e vícios mundanos

 

Em matéria de religião, os convites são mais poderosos do que os castigos. − Montesquieu (1689-1755).[9]

 

A Igreja, chamada a ser sal e luz, pode sucumbir ao mesmo vício da política secular. Quando líderes eclesiásticos buscam prestígio, poder ou influência, acabam reproduzindo aquilo que condenam. O perigo é transformar a fé em instrumento de manipulação, legitimando perseguições e injustiças sob o pretexto de defender a “verdade”.

Calvino criticava os reis de sua época que preferiam compelir pela força em vez de persuadir com humanidade.[10] O calvinismo, ao organizar consistórios e sínodos, preparou terreno para ideias democráticas de autogoverno, mostrando que a política eclesiástica pode ser escola de liberdade − mas também pode degenerar em tirania quando dominada por vícios mundanos.[11]

 

3. Linha cronológica das perseguições aos huguenotes

 

As perseguições contra os huguenotes revelam uma sequência trágica e crescente de violência legitimada em nome da fé.

O contraste entre o ideal bíblico de governo justo e humano e a prática tirânica dos monarcas da época de Calvino encontra eco trágico em diversos episódios da história. Um exemplo marcante é o Massacre de Mérindol, em 1545, quando, por ordem de Francisco I (1494-1547), aldeias valdenses foram destruídas. Centenas − talvez milhares − de homens, mulheres, idosos, jovens, crianças e até mulheres grávidas foram mortos.[12] Os sobreviventes, em vez de receberem clemência, foram submetidos a trabalhos forçados.[13]

Logo em seguida, em 1546, o episódio de Meaux revelou a firmeza da fé reformada diante da perseguição. Conforme nos informa Delumeau (1923–2020), “em 1546, a Igreja reformada de Meaux foi dizimada pela perseguição”.[14]  Ali, quatorze mártires enfrentaram a morte cantando o Salmo 79, testemunhando sua esperança mesmo em meio ao sofrimento extremo.

Diante dessa dor, somos lembrados de que a fé cristã jamais pode ser usada como instrumento de opressão. Pelo contrário, ela deve ser vivida como testemunho de esperança e compaixão, inspirando-nos a permanecer firmes na verdade e a responder ao mal com a luz do evangelho.

Poucos anos depois, em 1553, os Mártires de Lyon — jovens estudantes queimados vivos — receberam cartas de consolo de Calvino, que buscava fortalecer a fé dos que sofriam.[15]

A violência atingiu seu ápice em 1572, na Noite de São Bartolomeu, quando milhares de huguenotes foram assassinados em Paris e em outras cidades, revelando a dimensão nacional da perseguição.

Finalmente, em 1685, o rei Luís XIV (1638-1715) revogou o Édito de Nantes por meio do Édito de Fontainebleau, proibindo o culto reformado, exilando pastores e destruindo igrejas. Essa medida consolidou a intolerância religiosa como política de Estado, obrigando muitos huguenotes a se converterem ou a fugir da França. A consequência imediata foi a dispersão dos huguenotes por diversos países da Europa e até pelas Américas, onde passaram a influenciar comunidades reformadas.[16]

Figura central do absolutismo europeu, Luís XIV concentrou poder e promoveu o esplendor cultural e militar da França, mas também reforçou a intolerância religiosa e deixou pesadas consequências econômicas e sociais. Seu reinado, marcado pelo luxo de Versalhes e pela rigidez do poder centralizado, tornou-se símbolo da glória e, ao mesmo tempo, das contradições do absolutismo.

Essa linha cronológica evidencia não apenas a persistência da perseguição, mas também como, ao longo de mais de um século, o poder político e eclesiástico se entrelaçaram para sufocar a fé reformada, transformando a religião em instrumento de violência e opressão. Do Massacre de Mérindol à Revogação do Édito de Nantes, cada episódio revela a mesma lógica: em nome de Deus, líderes políticos e religiosos legitimaram atrocidades, expondo a corrupção da política eclesiástica quando dominada por vícios mundanos.

 

4. Reflexão teológica

 

Calvino denunciava o risco do derramamento de sangue inocente e lembrava que o silêncio da Igreja diante da injustiça é cumplicidade.[17] A verdadeira teologia reformada une fé e prática, doutrina e compaixão, e não pode ser usada para legitimar perseguições.

O reformador ressaltava que toda autoridade é concedida por Deus, mas sempre limitada ao bem público. Os governantes não possuem poder absoluto; são responsáveis diante de Deus e dos homens pelo exercício de sua função. A obediência às autoridades é devida, porém jamais pode se sobrepor à obediência ao Senhor. Como afirmou Calvino, os mandamentos de todos os reis devem ceder diante da voz de Deus, pois somente Ele é o Rei dos reis. Assim, quando as ordens humanas contrariam os preceitos divinos, cabe ao cristão aplicar a máxima bíblica: “É necessário obedecer a Deus em vez de aos homens” (At 4.19).[18]

 

5. Aplicações contemporâneas

 

A história dos huguenotes e os ensinos de Calvino nos alertam para quatro atitudes concretas que permanecem atuais.

 

      • Discernimento crítico: avaliar narrativas políticas e religiosas que moldam a sociedade e confrontá-las com a verdade bíblica, demonstrando que a fé cristã é racional, prática e transformadora. Assim, a herança dos mártires e o ensino reformado tornam-se não apenas memória histórica, mas inspiração para uma atuação responsável e fiel no presente.
      • Voz profética: denunciar perseguições e manipulações, mesmo quando praticadas em nome da fé.
      • Solidariedade ativa: apoiar cristãos perseguidos, discriminados por seu não alinhamento ideológico e marginalizados hoje.
      • Integridade eclesiástica: cultivar transparência e humildade na política interna da Igreja, evitando nepotismo, corporativismo e pragmatismo mundano.

 

Considerações finais

 

Nabucodonosor parece haver seguido o objetivo comum dos reis. Embora orgulhosamente desprezassem a Deus, ainda assim utilizavam a religião como uma arma a fim de manter forte sua autoridade; e com esse único objetivo fingem adorar a Deus para manter o povo submisso. – João Calvino. [19]

 

Usar o nome de Deus para justificar violência ou ampliar influência por meio de empreguismo, nepotismo e corporativismo é um dos maiores pecados da humanidade. Sempre que a Igreja se deixou seduzir por vícios mundanos, a fé foi transformada em instrumento de poder e o testemunho do evangelho foi manchado.

Precisamos aprender com os erros do passado e reafirmar nossa vocação: ser sal e luz, vivendo em humildade e integridade. O chamado bíblico continua ecoando com força: “Praticar a justiça, amar a misericórdia e andar humildemente com o teu Deus” (Mq 6.8). Que essa palavra nos inspire a fundamentar tanto a política civil quanto a eclesiástica na ética cristã, para que o nome do Senhor não seja usado em vão e para que o sangue inocente não clame contra nós. Que sejamos uma geração que honra a Deus não apenas com os lábios, mas com a vida, servindo ao próximo em amor e verdade.

 

Maringá, 09 de Maio de 2026.

Rev. Hermisten Maia Pereira da Costa
 
 


 

[1] Nancy Pearcey, Salvem Leonardo, São Paulo: Cultura Cristã, 2026, p. 15.

[2]John Calvin, Commentary on the Book of the Prophet Isaiah, Grand Rapids, Michigan: Baker Book House Company, (Calvin’s  Commentaries), 1996, v. 8/1, (Is 34.12), p. 55.

[3] Nancy Pearcey, Salvem Leonardo, São Paulo: Cultura Cristã, 2026, p. 14.

[4] Francis A. Schaeffer, Poluição e a Morte do Homem, São Paulo: Cultura Cristã, 2003, p. 24. Packer (1926-2020) detecta uma questão anterior a essa: “A cultura ocidental pós-cristianismo duvida que haja absolutos morais.” (J.I. Packer, O que é santidade e por que ela é importante?: In: Bruce H. Wilkinson, ed. ger. Vitória sobre a Tentação, 2. ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999, p. 34.

[5]Hobbes (1588-1679), em sua análise da natureza humana, descreve um “perpétuo e irrequieto desejo de poder e mais poder, que cessa apenas com a morte” (Thomas Hobbes, Leviatã, São Paulo: Abril Cultural, 1974 (Os Pensadores, v. 14), I.11, p. 64). Para ele, a busca incessante por domínio e prestígio conduz inevitavelmente à competição, à inimizade e à guerra, pois o caminho escolhido pelo competidor para alcançar seus objetivos passa por subjugar ou eliminar o outro.

Essa observação de Hobbes dialoga diretamente com a crítica reformada: quando o poder político ou eclesiástico se afasta da ética e da submissão a Deus, torna-se refém dos vícios mundanos. O desejo insaciável de poder, seja por fama, riqueza ou influência, transforma a autoridade em instrumento de opressão, legitimando perseguições em nome da fé. Nesse ponto, a advertência de Calvino ganha ainda mais relevância: governantes são ministros de Deus, chamados a servir ao bem público, e não a perpetuar sua própria glória.

[6]A reflexão de Max Weber (1864-1920) sobre o poder ajuda a compreender como a autoridade, quando desvinculada da ética, pode tornar-se instrumento de dominação. Para ele, poder é “toda probabilidade de impor a própria vontade numa relação social, mesmo contra resistências” (M. Weber, Economia e Sociedade, 4. ed. Brasília, DF.: São Paulo, SP.: Editora Universidade de Brasília; Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2004, v. 1, Cap. 1, § 16, p. 33). Essa definição mostra que o poder não se limita ao uso da força física, mas se manifesta também por mecanismos simbólicos e institucionais, capazes de moldar crenças e orientar comportamentos coletivos.

Ao lado da análise de Hobbes sobre o desejo insaciável de poder e da advertência de Calvino quanto à responsabilidade dos governantes diante de Deus, Weber amplia nossa compreensão: o poder pode ser exercido de forma coercitiva, mas também de maneira sutil, por meio de normas e estruturas que legitimam práticas sociais. Essa perspectiva evidencia o risco de que, quando a política civil ou eclesiástica se afasta da ética, ela não apenas impõe vontades individuais, mas cria sistemas de controle que moldam consciências e perpetuam injustiças. (Sobre o assunto, são instrutivos os verbetes “Política”, “Política Comparada” e “Política Eclesiástica” em: Norberto Bobbio, et. al. Dicionário de Política, 6. ed. Brasília, DF.: Editora Universidade de Brasília, 1994, v. 2, 954-968).

[7]Sócrates, em  Xenofonte, Ditos e Feitos Memoráveis de Sócrates, São Paulo: Abril Cultural (Os Pensadores, v. 2), 1972, I.2.32, p. 46.

[8]Veja-se: João Calvino, As Pastorais, São Paulo: Paracletos, 1998, (1Tm 2.2), p. 56-57.

[9]Montesquieu, O Espírito das Leis, São Paulo: Abril Cultural (Os Pensadores, v. 21), 1973, V.25.12, p. 393.

[10]Assim, ao interpretar o Salmo 45, Calvino não apenas exalta a beleza e a justiça do reinado messiânico; ele também denuncia a falência moral dos governantes de sua época. Sua crítica mostra como a Escritura se torna espelho e medida para avaliar o exercício do poder: em vez de tirania e imposição, o verdadeiro governo deve se fundamentar na persuasão, na justiça e na dignidade humana. Essa observação abre espaço para refletirmos sobre a atualidade de sua advertência e sobre a necessidade de líderes que dialoguem com seus súditos, em vez de reduzi-los à condição de servos. O reformador comenta: “Quão manifestamente isso reprova a pobreza de espírito dos reis de nossos dias, por quem é considerado como derrogatório de sua dignidade dialogar com seus súditos e empregar a censura a fim de assegurar sua submissão; mas qual? exibem um espírito de bárbara tirania, buscando antes compeli-los pela força do que persuadi-los com humanidade; e em preferir antes abusar deles, como se fossem escravos, do que governá-los por leis e com justiça como pessoas tratáveis e obedientes” (João Calvino, O Livro dos Salmos, São Paulo: Paracletos, 1999, v. 2, [Sl 45.2], p. 307).

[11]Vejam-se: D.M. Lloyd-Jones, O Supremo Propósito de Deus, São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas, 1996, p. 366; Nicholas Hans,  Educação Comparada,  2. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1971, p. 192.

[12] O jesuíta, Maimbourg (1610-1686) – que acabara de ser expulso de sua ordem pelo papa [Inocêncio XI -1611-1689] (1681) quando escreveu sua obra – retratando por meio de crônicas, o calvinismo como uma grande heresia,  fala de 3600 mortos e 900 casas destruídas (Louis Maimbourg, Histoire du Calvinisme,  3. ed. Paris: Chez Sebastien Mabre-Cramoist, 1682, v. 2, Livre II, p. 78ss.).  As estatísticas do número de mortos é bastante variada. Veja-se: R.J. Knecht, Francis I,  Cambridge: Cambridge University Press, 1984, p. 405-406.

[13]Quando Calvino recebeu a informação por parte de um irmão de confiança que, ao que deduzo, foi testemunha ocular desse massacre ou de seus efeitos, Calvino partiu com urgência de Genebra para Berna, solicitando com empenho a Berna e a Zurique a interferência em favor daqueles irmãos que estavam sendo massacrados por intolerância e fanatismo.

Antes porém, escreveu a Farel (04/05/1545), em meio a lágrimas, a respeito das notícias que recebera e da viagem que pretendia fazer:

“Várias aldeias foram consumidas pelo fogo, que a maioria dos velhos foi queimada até a morte, que alguns foram mortos à espada, outros foram carregados para cumprir sua condenação; e que tal era a crueldade selvagem desses perseguidores, que nem moças, nem mulheres grávidas, nem crianças foram poupadas. Tão grande é a atroz crueldade desse procedimento, que fico perplexo quando reflito sobre isso. Como, então, devo expressá-lo em palavras? (…) Escrevo, esgotado pela tristeza, e não sem lágrimas, que tanto irrompem, que de vez em quando interrompem minhas palavras” (To Farel (04.05.1545): In: Selected Works of John Calvin: Tracts and Letters, eds. Henry Beveridge and Jules Bonnet, Grand Rapids, Mi: Baker Book House, v. 4 (Letters, Part 1), 1983,  p. 458-459).

[14]Jean Delumeau, Nascimento e Afirmação da Reforma, São Paulo: Pioneira, 1989, p. 177.

[15] Cf. John Calvin, To the Prisoners of Lyons, “Letters,” John Calvin Collection, [CD-ROM], nº 320; John Calvin, To Denis Peloquin and Louis de Marsache, “Letters,” John Calvin Collection, [CD-ROM], nº 323.

[16] Veja-se: Hubert Bost, Edito de Nantes: In: Pierre Gisel, org. Enciclopédia do Protestantismo: teologia, eclesiologia, filosofia, história, cultura, sociedade, política, São Paulo: Hagnos, 2016,  p. 551.

[17]A carta de João Calvino a Heinrich Bullinger (1504-1575), escrita em Genebra em 24 de julho de 1545, é testemunho eloquente dessa realidade. Nela, Calvino denuncia a violência contra os cristãos da Provença e conclama seus colegas reformadores à solidariedade. In: Herman J. Selderhuis, ed. Calvini Opera Database 1.0, Netherlands: Instituut voor Reformatieonderzoek, 2005, v. 12), Epistolae 664, col. 110-112.

[18] Cf. João Calvino, Instrução na Fé, Goiânia, GO.: Editora Logos, 2003, Cap. 33, p. 84-85.

[19]João Calvino, Daniel, São Paulo: Parakletos, 2000, v. 1, [Dn 3.8-12], p. 196-197.

Autor

  • Cativo à Palavra

    Projeto Missionário Teológico e Pastoral.

    Para um coração cativo e dedicado ao Senhor.

Compartilhe isso:

Posts Similares