O Espírito e a Esperança Cristã – Imortalidade, Escatologia e Reino

Introdução   A esperança é um dos temas centrais da fé cristã e, ao mesmo tempo, uma das maiores necessidades da alma humana. Desde os primórdios da filosofia e das religiões, o ser humano tem buscado compreender o mistério da morte e o destino da alma. Diversos sistemas de pensamento, tanto no Oriente quanto no…

Introdução

 

A esperança é um dos temas centrais da fé cristã e, ao mesmo tempo, uma das maiores necessidades da alma humana. Desde os primórdios da filosofia e das religiões, o ser humano tem buscado compreender o mistério da morte e o destino da alma. Diversos sistemas de pensamento, tanto no Oriente quanto no Ocidente, elaboraram concepções variadas sobre a imortalidade, ora como continuidade da existência individual, ora como dissolução no absoluto. Contudo, todas essas formulações permanecem limitadas por especulações humanas e pela ausência da revelação plena de Deus.

 

O cristianismo, ao contrário, oferece uma esperança fundamentada não em conjecturas, mas na promessa divina revelada em Cristo. A escatologia cristã não apenas responde às inquietações universais sobre a morte, mas também aponta para a consumação da história e para a plenitude da vida eterna. Este estudo, portanto, percorre o caminho da busca humana pela imortalidade, analisando diferentes tradições filosóficas e religiosas, para então apresentar a esperança cristã como resposta definitiva e única ao anseio mais profundo da alma.

 

1. A busca humana pela imortalidade[1]

 

Nossa alma é como uma agulha de metal atraída pelo polo magnético de Deus. Embora vivamos na terra, a beleza, a alegria e a esperança do paraíso moldam nossos pensamentos e ações. O evangelho revela um mundo que dá sentido aos enigmas da experiência humana e, ao mesmo tempo, oferece esperança para o futuro. − Alister E. McGrath.[2]

 

A consciência da morte,[3] consequência do pecado, é grave e esmagadora para o ser humano,[4] não podendo ser encarada com naturalidade − ainda que seja comum, como demonstram as genealogias − e parecendo algo anormal.[5] Contudo, para o crente, deve ser vista como caminho para a glória, conforme escreveu Calvino:

 

Somente os crentes genuínos conhecem a diferença entre este estado transitório e a bem-aventurada eternidade, para a qual foram criados; eles sabem qual deve ser a meta de sua vida. Ninguém, pois, pode regular sua vida com uma mente equilibrada, senão aquele que, conhecendo o fim dela, isto é, a morte propriamente dita, é levado a considerar o grande propósito da existência humana neste mundo, para que aspire o prêmio da vocação celestial.[6]

 

O medo da morte e de seus sofrimentos mantém, de uma forma ou de outra, todos presos ao seu flagelo. Não é de se estranhar, portanto, que a morte seja descrita nas Escrituras como causa de tristeza, dor e lágrimas. A morte não se limita à esfera natural; também pertence à esfera espiritual, consequência da desobediência de nossos primeiros pais, que escolheram viver sob o domínio da morte.

 

Por isso, nenhuma filosofia que ignore Deus e a sua revelação pode oferecer verdadeira esperança diante da morte.[7]  A nossa certeza e consolo é que Deus jamais desaponta a esperança de seu povo, esperança esta que brota de suas promessas.[8]

 

A morte, inseparável da ideia de imortalidade da alma, revela-se como duas faces de uma mesma moeda que acompanha o ser humano ao longo da história. Essa dualidade, simultaneamente enigma e promessa, manifesta-se de modo recorrente nas tradições filosóficas e religiosas do Oriente e do Ocidente, testemunhando a universalidade da busca por sentido diante do mistério da existência.[9]

 

Na Índia, o Bramanismo compreende a morte não como um fim definitivo, mas como uma etapa dentro de um ciclo contínuo de renascimentos, chamado samsara. Cada existência nesse ciclo é determinada pelo karma, isto é, pelas ações realizadas em vidas anteriores. A alma humana, denominada atman, é vista como parte inseparável do Brahman, a realidade suprema e universal.

 

A verdadeira imortalidade, portanto, não consiste em viver eternamente como indivíduo, mas em alcançar a libertação (moksha). Esse estado é atingido quando a alma rompe o ciclo de renascimentos e retorna ao Uno, fundindo-se novamente com Brahman. Nesse momento, ela perde suas limitações e se reintegra à essência divina, deixando para trás o sofrimento e a transitoriedade da existência terrena.

 

Assim, para o Bramanismo, a morte é caracterizada pelo retorno da alma ao Uno, onde ela abandona suas restrições e encontra sua plenitude na união com a realidade suprema. É uma visão que valoriza a transcendência e o desapego, interpretando a imortalidade como dissolução da individualidade na essência divina.

 

Em contraste com a visão oriental, que enfatiza a dissolução da individualidade na essência divina, o pensamento grego e romano desenvolveu concepções distintas de imortalidade, frequentemente centradas na permanência da alma como entidade própria. Essa perspectiva se manifesta na cosmogonia do orfismo,[10] nos ensinamentos dos pitagóricos, em Empédocles, nos ecléticos e em Plotino, entre outros.

 

Platão (427–347 a.C.) sustentava que a alma é imortal e indestrutível, possuindo vida própria, enquanto o corpo (sw=ma) seria a “sepultura” (sh=ma) da alma.[11]

 

Os estoicos criam que a alma humana era parte do “Espírito Cósmico” e, como tal, imortal. A morte significava o retorno da alma ao lugar de onde procedera. A sabedoria da vida consistia em portar-se como mortal, ou seja, não temer a morte.

 

O Judaísmo, o Budismo, o Islamismo e o Hinduísmo também sustentam conceitos variados sobre a imortalidade da alma.

 

Os Pais da Igreja ensinavam que a imortalidade da alma é derivada de Deus, que é imortal.[12] Na Idade Média e na Renascença (Marsilio Ficino; Giovanni Pico della Mirandola; Giordano Bruno) essa doutrina foi amplamente aceita.

 

Deve ser dito que durante o Renascimento, a imortalidade deixou de ser apenas um dogma religioso e passou a ser pensada em múltiplas dimensões − filosófica, científica, artística e literária. A alma imortal, herança do platonismo e do cristianismo, foi reinterpretada à luz do humanismo, que colocava o homem no centro da reflexão e exaltava sua dignidade e liberdade.

 

No pensamento moderno, a doutrina da imortalidade foi reinterpretada por diferentes filósofos, cada qual oferecendo uma perspectiva própria. G. W. Leibniz (1646–1716) e C. Wolff (1679–1754), representantes do racionalismo alemão, defenderam a imortalidade da alma como consequência lógica da ordem racional do universo. Wolff, considerado o mais eminente filósofo entre Leibniz e Kant, sistematizou a metafísica e fundamentou a psicologia racional, sustentando que a alma, por sua natureza espiritual, não poderia ser reduzida ao perecível.

 

Immanuel Kant (1724-1804), embora crítico das provas tradicionais da imortalidade, manteve o conceito como postulado da razão prática. Para ele, a ideia de imortalidade não podia ser demonstrada empiricamente, mas era necessária como pressuposto moral: sem a vida futura, a justiça plena e a recompensa da virtude não seriam possíveis.

 

G.W.F. Hegel (1770–1831), por sua vez, deslocou o debate para uma dimensão histórica e coletiva. Ele defendeu a imortalidade não como sobrevivência individual, mas como manifestação do Espírito absoluto, que se encarna nos povos e nos Estados. Assim, a eternidade não é vivida pela pessoa isolada, mas pela continuidade do Espírito no desenvolvimento da história universal.

 

Em síntese, enquanto Leibniz e Wolff sustentaram a imortalidade da alma em bases racionais, Kant a preservou como exigência moral, e Hegel a reinterpretou como expressão do Espírito coletivo. Essa diversidade mostra como, na modernidade, a questão da imortalidade deixou de ser apenas dogma religioso e passou a ser pensada em múltiplas dimensões − metafísica, ética e histórica.

 

Miguel de Unamuno (1864-1936), filósofo existencialista espanhol, escreveu: “Que um homem não creia em outra vida, eu compreendo, já que eu mesmo não encontro prova alguma de que assim seja; porém que se resigne a esta e, sobretudo, que não deseje mais que esta, isso não compreendo”.[13]

 

De modo semelhante, Addison (1887-1953) reforça a universalidade dessa crença ao afirmar já no início de sua obra: “A crença em que a alma do homem sobrevive à sua morte, tão perto está de ser universal que não temos nenhum registro confiável de alguma tribo, nação ou religião em que não esteja em destaque”.[14]

 

2. A esperança cristã e o futuro prometido

 

A possibilidade de uma longevidade saudável, somada aos confortos que a vida moderna oferece, tem contribuído para que o cristão contemporâneo, em muitos casos, concentre-se mais nas bênçãos presentes do que nas promessas futuras.[15] Essa postura, embora compreensível diante das facilidades do cotidiano, contrasta com o chamado das Escrituras. A revelação de Deus aponta para a esperança como marca central do porvir, lembrando-nos que a vida não se resume ao aqui e agora. O povo de Deus vive na expectativa do retorno de Cristo, evento que trará a consumação da obra redentora e a restauração plena de toda a criação.[16]

 

A morte de Cristo foi dolorosa e terrível, marcada por sofrimentos tanto físicos quanto espirituais (Mt 26.36-42; 1Pe 4.1). No Getsêmani, às vésperas de seu martírio, Ele sentiu de forma ainda mais intensa o peso da experiência mais temida: a separação de Deus, que é a própria essência da morte. Sobre Ele, o Justo, foi derramada a ira divina (Is 53.3),[17] pois assumiu a condição de representante de seu povo.

 

Todavia, Jesus se entregou plenamente à vontade do Pai − vontade determinante para sua vida e ministério. Essa autoentrega não foi derrota, mas vitória: nela Deus triunfou sobre o pecado e sobre Satanás, redimindo para si um povo adquirido pelo “sangue de Deus” (At 20.28; 1Co 6.20; 1Pe 1.18-19).[18]

 

Crer na ressurreição e ascensão de Cristo fortalece nossa fé e esperança.[19]   Diferente das filosofias e religiões que tratam o tema de forma imprecisa, apenas a fé cristã, fundamentada na Palavra inerrante de Deus, possui uma escatologia precisa.

 

Brunner (1889-1966)  descreveu: “A fé é a janela aberta para o porvir, não uma saudade indefinível, uma vaga esperança, mas a alegre certeza daquilo que em Cristo foi prometido“.[20]

 

A escatologia não é apêndice da fé, mas sua essência. Moltmann (1926-2024) declarou que o cristianismo é “total e visceralmente escatologia”.[21] Braaten (1929-2023) acrescenta que o escatológico impregna qualquer presente existencial”.[22] Toda teologia tem sentido escatológico, pois todas as doutrinas encontram sua plenitude na consumação. Sem essa perspectiva, restaria apenas o hedonismo: Comamos e bebamos, porque amanhã morreremos.”

 

A obra do Espírito Santo tem como meta conduzir o povo de Deus em segurança até o lar celestial, manifestando a glória da graça na salvação dos eleitos.

 

3. O Espírito e o Reino

 

No Antigo Testamento, Israel aguardava o derramamento do Espírito, associado à obra do Messias (Is 11.2; Ez 36.25-27; Jl 2.28-32). A presença do Espírito no ministério de Cristo é escatológica, sinalizando o cumprimento da promessa e a chegada do Reino (Mt 12.28).

Cada expulsão de demônios realizada por Jesus antecipava a derrota final de Satanás,[23]  e assim o Reino se manifestava como realidade presente, evidenciada pelas obras do Espírito (Lc 17.21).[24]

O Reino pertence a Deus e não é estabelecido por nós. Ele é o governo triunfante de Cristo sobre todas as coisas. Oramos “Venha o Teu Reino” porque já experimentamos suas primícias, mas ansiamos pela plenitude.

O Espírito testifica que somos filhos de Deus e herdeiros do Reino (Rm 8.16-17). A Igreja geme esperando a consumação plena das virtudes eternas que já experimenta em parte (Rm 14.17). Somente quem já provou da bem-aventurança pode orar conscientemente: “Venha o Teu Reino”.

Considerações Finais

 

A esperança cristã é mais do que um sentimento vago: é a certeza enraizada nas promessas de Deus e na vitória de Cristo sobre o pecado e a morte. Ao longo da história, diferentes filosofias e religiões buscaram explicar a imortalidade; contudo, apenas a revelação bíblica oferece uma perspectiva clara e segura, fundamentada na ressurreição e no retorno de Cristo.

A escatologia não deve ser entendida como algo periférico, mas como o núcleo vital da fé cristã, pois nela todas as doutrinas encontram sua plenitude. Essa visão não apenas projeta o futuro, mas ilumina o presente, dando sentido às nossas escolhas e fortalecendo nossa confiança diante das incertezas da vida.

O Espírito Santo atua como penhor da herança eterna, conduzindo o povo de Deus com segurança até o lar celestial. Ele testemunha em nós a realidade do Reino já inaugurado e nos prepara para sua consumação plena.

Assim, a esperança cristã é firme e alegre: Cristo ressuscitou, reina e voltará. Essa convicção molda nossa vida, consola diante da morte e nos impulsiona a viver em santidade, aguardando o Reino em sua plenitude.

 

Rev. Hermisten Maia Pereira da Costa

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[1]Sobre este assunto, consulte: R. Bultmann, a)qanasi/a: In: G. Friedrich; G. Kittel, eds. Theological Dictionary of the New Testament, Grand Rapids, Michigan:  Eerdmans, 1982, v. 3, p. 22-25;  C. Trestmontant, Imortalidade: In: Heinrich Fries, (dir.) Dicionário de Teologia, 2. ed. São Paulo: Loyola, 1983, v. 2, p. 415-424; L. Berkhof, Teologia Sistemática, p. 667-668; N. Abbagnano,  Dicionário de Filosofia, 2. ed. São Paulo: Mestre Jou, 1982, p. 516-519; W. Schmithals, Morte: In: Colin Brown, ed. ger. O  Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, São Paulo: Vida Nova, 1983, v. 3, p. 197-199; Norman L. Geisler; Paul D. Feinberg,  Introdução à Filosofia,  São Paulo: Vida Nova, 1983, p. 163-183; F.E. Peters,  Termos Filosóficos Gregos: Um léxico histórico, 2. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1983, p. 42; Vários, Morte: In:   Jean-Yves Lacoste, dir., Dicionário Crítico de Teologia, São Paulo: Paulinas; Loyola, 2004,  p. 1195-1201. Para um estudo sobe a sociologia da morte, vejam-se: Edgar Morin, O homem e a morte,  São Paulo: Imago, 1997; Michel Vovelle, Imagens e imaginário na história: fantasmas e certezas nas mentalidades desde a Idade Média até o século XX, São Paulo: Ática, 1997; E. Becker, A Negação da Morte, Rio de Janeiro: Record, 1991; Philippe Ariès, O homem diante da morte,  São Paulo: Editora UNESP., 2014; Philippe Ariès, História da Morte no Ocidente: da Idade Média aos nossos dias, Rio de Janeiro: Ediouro, 2003; St. Agostinho, O Cuidado Devidos aos Mortos.  São Paulo: Paulus, 1990; J. Bossy,  A Cristandade no Ocidente: 1400-1700, Lisboa: Edições 70, (1990); H. Braet; W. Verbeke, eds. A Morte na Idade Média, São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1996; Jean Delumeau, A civilização do Renascimento, Lisboa: Editorial Estampa, 1984, 2v; J. Delumeau, História do medo no Ocidente: 1300-1800,  São Paulo: Companhia das Letras, (2ª reimpressão), 1993; J. Delumeau, O pecado e o medo: A culpabilização no Ocidente  (séculos 13-18), Bauru, SP.: EDUSC., 2003, 2v; J. Delumeau, O que sobrou do paraíso?  São Paulo: Companhia das Letras, 2003; Georges Duby, Ano 1000, ano 2000: Na pista de nossos medos, São Paulo: Editora UNESP.; Imprensa Oficial do Estado, 1998; Jacques Le Goff; Jean-Claude Schmitt, coords. Dicionário Temático do Ocidente Medieval, São Paulo: Editora da Universidade Sagrado Coração; Imprensa Oficial do Estado, 2002, 2v. (O verbete Morto e Mortes é muito interessante além de fornecer uma boa bibliografia. v. 2. p. 243-261. Do mesmo modo, ver o verbete Além (v. 1, p. 21-34); Jacques Le Goff, A civilização do Ocidente Medieval, Bauru, SP.: EDUSC., 2005; Jacques Le Goff, org. O Homem medieval,  Lisboa: Editorial Presença, 1989, p. 9-30 (especialmente); Jacques Le Goff, Por amor às cidades: Conversas com Jean Lebrun, São Paulo: Fundação editora da UNESP., 1998; Jacques Le Goff; N. Truong, Uma história do corpo na Idade Média, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006; Jacques Le Goff, O nascimento do purgatório. Lisboa: Estampa, 1993; Luther Link, O Diabo: a máscara sem rosto, São Paulo: Companhia das Letras, 1998; Carlos Roberto F. Nogueira, O Diabo no Imaginário Cristão,  2. ed. Bauru. SP.: EDUSC, 2002; Jean-Claude Schmitt, Os vivos e os mortos na sociedade medieval, São Paulo: Companhia das Letras, 1999; Caroline W.  Bynum, The Resurrection of the Body in Western Christianity, 200 to 1336,  New York: Columbia University Press, 2017 (expanded edition); F.S. Paxton, Christianizing Death. The Creation of a Ritual Process in Early Medieval Europe, Ithaca and London: Cornell University Press, 1990; http://www.pedrogarciabarreno.es/4.%20Escritos%20varios/Ensayos/Sobre%20el%20moribundo%20y%20su%20muerte.pdf.  Para uma visão cristã, além dos livros de Teologia Sistemática em geral, vejam-se: R.E. Davies, Morte: In: Merrill C. Tenney, org. ger., Enciclopédia da Bíblia, São Paulo: Cultura Cristã, 2008, v. 4, p. 379-381; Paul David Tripp,  Em Busca de Algo Maior, São Paulo: Cultura Cristã, 2011; Richard D.  Phillips, O que acontece após a morte: In: Richard D. Phillips, ed. Série fé reformada. São Paulo: Cultura Cristã, v. 2, 2015, p. 96-112; Eberhard Jüngel, Morte, 3. ed. rev. São Leopoldo, RS.: Sinodal; EST., 2010; Sam Storms. Com um pé levantado: Calvino, a Glória da ressurreição final e o céu: In: John Piper; David Mathis, orgs. Com Calvino no teatro de Deus, São Paulo: Cultura Cristã, 2011, p. 93-110. (Artigo inspirador sobre a vida de Calvino estando sempre pronto para partir);   D.M. Lloyd-Jones, A Vida de alegria,  São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas, 2008, p. 108-121 (Artigo edificante sobre atitudes diante da morte).

[2]Alister E. McGrath, Surpreendido pelo sentido: ciência, fé e o sentido das coisas, São Paulo: Hagnos, 2015, p. 157.

[3] “O que distingue os humanos de todas as outras criaturas é a autoconsciência. Sabemos que estamos vivos e que morreremos, e não conseguimos deixar de questionar por que a vida é assim e qual é o seu significado” (Charles Colson; Harold Fickett, Uma boa vida, São Paulo: Cultura Cristã, 2008, p. 20).

[4] “O que distingue os humanos de todas as outras criaturas é a autoconsciência. Sabemos que estamos vivos e que morreremos, e não conseguimos deixar de questionar por que a vida é assim e qual é o seu significado” (Charles Colson; Harold Fickett, Uma boa vida, São Paulo: Cultura Cristã, 2008, p. 20).

[5] Vejam-se: J.I. Packer, Vocábulos de Deus, São José dos Campos, SP.: Fiel, 1994, p. 185; E.F. Harrison, Muerte: In: E.F. Harrison, ed. Diccionario de Teologia, Michigan: T.E.L.L., 1985, [p. 358-359], p. 358.

[6]João Calvino, O Livro dos Salmos, São Paulo: Parakletos, 2002, v. 3, (Sl 90.12), p. 440. Vejam-se: João Calvino, A Verdadeira Vida Cristã, São Paulo: Novo Século, 2000, p. 61,66; João Calvino, O Profeta Daniel: 1-6, São Paulo: Parakletos, 2000, v. 1, (Dn 3.24-25), p. 218-219.

[7] Veja-se: Ravi Zacharias, A Morte da Razão: uma resposta aos neoateus, São Paulo: Editora Vida, 2011,  p. 14.

[8] Vejam-se: John Calvin, Commentaries on the Twelve Minor Prophets, Grand Rapids, Michigan, Baker Book House, 1996 (Reprinted), v. 15,  (Hc 2.4), p. 75; João Calvino, O Livro dos Salmos, São Paulo: Paracletos, 1999, v.  2, (Sl 48.8), p. 361.

[9]As palavras gregas para “imortalidade” são: a)qa/natoj e a)qanasi/a; a primeira não ocorre no Novo Testamento; a segunda apenas três vezes (1Co 15.53,54 e 1Tm 6.16).

[10]Seita filosófico-religiosa do século VI a.C., que se julgava fundada pelo trácio  Orfeu, quem descera ao Hades. O ensinamento básico desta seita era de que a vida terrena é apenas uma preparação para uma vida futura, para a qual nos prepararíamos mediante rituais de purificação.

[11]Platão, Crátilo, 400c. In: Teeteto e Crátilo, Belém, Universidade Federal do Pará, 1988, p 125; Platão, Górgias, 3. ed. Rio de Janeiro: Editora Bertrand Brasil, 1989, 492e-493a. p. 131-132; Platão, Fédon,  64a-67b: In:  Diálogos: O Banquete – Fédon – Sofista – Político, São Paulo: Abril Cultural (Os Pensadores, v. 3), 1972; Tertuliano,  A Treatise on the soul, XXIV. In: Rev. Alexander Roberts; James Donaldson, eds. The Ante-Nicene Fathers, Buffalo: The Christian Literature Publishing Company, 1885, v. 3, p. 203-205.

[12]Vejam-se: Taciano (c, 120-c.180), Discurso contra os Gregos, XIII, In: Padres Apologistas, São Paulo: Paulus, 1995, p. 79-80; Justino (c. 100-165), Diálogo com Trifão, 6. ed. In: Justino de Roma, São Paulo: Paulus, 1995, p. 120-121; Irineu, Contra as Heresias, II.34.1ss. In: Irineu de Lião, São Paulo: Paulus, 1995, p.239-241; Tertuliano,  A Treatise on the soul, XXIV. In: Rev. Alexander Roberts; James Donaldson, eds. The Ante-Nicene Fathers, Buffalo: The Christian Literature Publishing Company, 1885, v. 3, p. 203-205. Na Carta a Diogneto –  escrito anônimo do 2º século  –, Cristo é chamado de “a/qa/natoj“ (Carta a Diogneto, 9.2. In: Padres Apologistas, São Paulo: Paulus, 1995, p. 27). Nesta carta, também lemos: “A alma imortal (a/qa/natoj) habita numa tenda mortal; também os cristãos habitam como estrangeiros em moradas que se corrompem, esperando a incorruptibilidade nos céus” (Carta a Diogneto, 6.8. In: Padres Apologistas, São Paulo: Paulus, 1995, p. 24).

[13]Miguel de Unamuno, Mi Religión y Otros Ensayos Breves, Madrid:  Biblioteca Renascimiento, 1910, p. 218.

[14]James T. Addison, Life Beyond Death in the beliefs of mankind, Boston and New York: Houghton  Mifflin Company, 1932, p. 3.

[15] Cf. J.I. Packer, A Redescoberta da santidade, 2. ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2018, p. 33.

[16] “A principal observação anunciada na revelação de Deus referente ao futuro é a da esperança. O povo de Deus espera, ansioso, o retorno de Cristo porque ele promete a conclusão da obra redentora de Deus para eles e para toda a criação. A abordagem cristã para o futuro é sempre a da esperança nutrida pela Palavra. O futuro é nítido porque está cheio de promessas; promessas estas da Palavra de Deus.” (Cornelius P. Venema, A Promessa do futuro, São Paulo: Cultura Cristã, 2017, p. 28).

[17]Lloyd-Jones interpretando Mt 26.39, diz: “Essa foi a única vez, durante Sua vida terrena, que nosso Senhor fez a Seu Pai uma petição desse gênero; e é óbvio, pois, que era algo extremamente excepcional. E isso aponta para o fato de que houve algo em Sua morte que era absolutamente necessário. (…) É absolutamente inadequado pressupor que um mero sofrimento físico produziria tal clamor….” (D.M. Lloyd-Jones, Deus o Pai, Deus o Filho,  São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas, 1997 (Grandes Doutrinas Bíblicas, v. 1), p. 418).

[18]“Cristo […] venceu o pecado, e através de seu triunfo nos granjeou vitória e nos redimiu da maldição da lei. Segue-se, portanto, que não mais estamos debaixo do poder da morte. Consequentemente, mesmo que todas as bênçãos envolvidas não nos foram ainda reveladas, podemos confiadamente gloriar-nos nelas, porque o que já foi plenificado na Cabeça deve necessariamente ser plenificado nos membros. Temos plenos direitos, pois, de desdenhar da morte como um poder vencido, porque a vitória de Cristo é a nossa própria.” (João Calvino, 1 Coríntios (Série Comentários Bíblicos) (1Co 15.57), (Portuguese Edition) . Editora Fiel. Edição do Kindle).

Veja-se: Gustaf Aulén,  A Fé Cristã,  São Paulo: ASTE., 1965, p. 186.

[19] Cf. S. Agostinho, A Doutrina Cristã, São Paulo: Paulinas, 1991, I.15.14, p. 63.

[20]Emil Brunner, Nossa Fé, 2. ed. São Leopoldo, RS: Sinodal, 1970, p. 114

[21]Jürgen Moltmann, Teologia da Esperança, São Paulo: Herder, 1971, p. 2.

[22] Carl E. Braaten, Escatologia y Etica, Buenos Aires: La Aurora, (1977), p. 17.

[23]Cf. Joaquim Jeremias, Teologia do Novo Testamento, São Paulo: Paulinas, 1977, p. 148.

[24]G.E. Ladd, El Evangelio del Reino, Miami: Vida, 1985, p. 59. Vejam-se também: A.A. Hoekema, A Bíblia e o Futuro, p. 67 e William Hendriksen, Mateus, São Paulo: Cultura Cristã, 2000, v. 2 (Mt 12.29), p. 35-36.

Autor

  • Cativo à Palavra

    Projeto Missionário Teológico e Pastoral.

    Para um coração cativo e dedicado ao Senhor.

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