O Senhor guerreia nossas guerras
“Com ele está o braço de carne, mas conosco, o Senhor, nosso Deus, para nos ajudar e para guerrear nossas guerras” (2Cr 32.8). O império assírio era a maior força militar naquele tempo. Já havia desbancado reis, conquistado terras e expandido os limites de seu domínio. A força militar da Assíria era irresistível. Israel, o…

“Com ele está o braço de carne, mas conosco, o Senhor, nosso Deus, para nos ajudar e para guerrear nossas guerras” (2Cr 32.8).
O império assírio era a maior força militar naquele tempo. Já havia desbancado reis, conquistado terras e expandido os limites de seu domínio. A força militar da Assíria era irresistível. Israel, o reino do Norte, depois de mais de dois séculos de rebelião contra Deus, já tinha caído no poder assírio e as dez tribos levadas cativas para terras longínquas. Agora, esse poderoso exército entrincheira Jerusalém, e com afrontas, exige rendição imediata. Suas ameaças são insolentes. Seus discursos são vazados de escárnio. O rei Ezequias não tem força militar para enfrentar essas hordas. O exército inimigo é numericamente mais expressivo e belicamente mais poderoso. Mas, Ezequias, o rei de Judá, conhece uma força superior às potências humanas. Ele conhece o Deus da aliança, o Deus vivo, como o defensor de seu povo. Os assírios confiam na força humana; Ezequias confia no poder divino. Os recursos da Assíria emanam da terra, o recurso onipotente de Ezequias procede do céu.
Ezequias não tenta medir força com força, destreza com destreza, poder com poder. Ele sabe que, no campo terreno, sua luta é desigual. Ele recorre ao Senhor, o vencedor em todas as batalhas. Ele busca o auxílio do alto, de onde vem o socorro. Ele sabe quem está ao seu lado. O Senhor não é apenas uma divindade distante, mas “o Senhor, nosso Deus”, o Deus da aliança. Precisamos perguntar nas horas mais difíceis da vida: “Quem está ao nosso lado? Quem é o nosso socorro? De onde vem a nossa ajuda?”. Uns confiam em carros, outros em cavalos, outros ainda no poder político. Há aqueles que se estribam no poder econômico. Porém, nós devemos confiar no Senhor, que fez o céu e a terra. Ele é onipotente. Ele é o vencedor em todas as batalhas. Ele nunca depôs as armas nem jamais foi surpreendido por uma derrota. Esse é o nosso ajudador.
O Senhor não apenas tem todo poder, ele também entra em campo para guerrear nossas guerras. Quem ameaça o povo de Deus, insurge-se contra o próprio Deus. Quem escarnece do povo de Deus, afronta ao próprio Deus. Quando o Senhor despe seu braço e empunha suas armas, o inimigo mais poderoso, treme. Quando o Senhor entra na peleja os poderosos deste mundo caem e entram em colapso. Os valentões deste mundo são uma nulidade diante da majestade do nosso Deus. Guerreando o Senhor nossas guerras, nossa vitória, é assegurada. Ezequias não precisou lutar; o Senhor enviou seu anjo, e matou cento e oitenta e cinco mil soldados assírios ao arredor de Jerusalém. Senaqueribe, o inimigo insolente, foi derrotado. Depois da baixa de seu exército, voltou humilhado à sua terra e foi assassinado pelos seus próprios filhos.
O povo de Deus não deve se intimidar com os rosnados dos cães que o atacam. Quando o Senhor, como Leão de Judá, sai em sua defesa e guerreia suas guerras, os inimigos precisam bater em retirada. O próprio Senhor Jesus afirmou que as portas do inferno não prevalecerão contra sua igreja. O povo de Deus não olha para as circunstâncias, mas para o Senhor que as controla. Por isso, ao ouvir as palavras do rei Ezequias, o povo cobrou ânimo e não capitulou ao medo. Assim devemos viver ainda hoje. Vivemos do que cremos. Vivemos pela fé. Nossos olhos estão postos no Senhor. Ele é quem guerreia nossas guerras e nos dá a vitória.
O Rev. Hernandes Dias Lopes é Diretor Executivo de Luz para o Caminho e colunista do Brasil Presbiteriano
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