A morte da morte na morte de Cristo
A morte é conhecida como “o rei dos terrores”. Porém, Jesus é proclamado como “o Rei dos reis”. A morte foi golpeada de morte na morte de Cristo e o reinado da morte colapsou. Jesus, o Cristo de Deus, entrou nas entranhas da morte, arrancou o seu aguilhão, matou-a e ressuscitou inaugurando a imortalidade. Agora…
A morte é conhecida como “o rei dos terrores”. Porém, Jesus é proclamado como “o Rei dos reis”. A morte foi golpeada de morte na morte de Cristo e o reinado da morte colapsou. Jesus, o Cristo de Deus, entrou nas entranhas da morte, arrancou o seu aguilhão, matou-a e ressuscitou inaugurando a imortalidade. Agora a morte não tem a última palavra nem a sepultura é o nosso último endereço.
Quando nossos pais pecaram no jardim do Éden, Deus os sentenciou de morte: “Tu és pó e ao pó tornarás” (Gn 3.19). Porque o homem foi feito do pó e tornará ao pó, então ele é pó. Isso porque o homem não é o que é, mas o que foi e o que há de ser. Porque foi do pó e tornar-se-á pó, ele é pó. Só Deus pode afirmar: “Eu sou o que sou”. Vivo, o homem é pó levantado. Morto, o homem é pó caído. O que levanta o pó é o vento. O vento sopra e o pó se levanta, e anda e corre, e chora e ri. O vento cessa e o pó cai onde estiver e cessa o seu labor. O homem feito do pó recebeu o sopro de Deus e ele se levantou como alma vivente. Quando o vento, o sopro de Deus, cessa, o pó cai em casa, no hospital, na rua. O homem é pó levantado pelo vento na vida e pó caído na morte.
O salário do pecado é a morte e a morte passou por todos os homens, porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus. A morte é a realidade mais democrática na realidade da vida. Morrem o grande e o pequeno. O rico e o pobre. O doutor e o iletrado. O governante e o governado. O velho e o jovem. A morte, ainda, é o sinal de igualdade na equação da vida. Em vida os homens são distintos: uns homenageados e outros esquecidos; uns alcançam o topo de pirâmide social e se cobrem de riquezas e glórias e outros vivem desprovidos de riquezas e cobertos de opróbrio; em vida uns alcançam a longevidade e outros são ceifados prematuramente. Porém, mortos são todos iguais sem qualquer distinção. A morte nivela os ricos e os pobres, os grandes e os pequenos, os reis e os vassalos, os homens e as mulheres.
Mesmo tendo sido golpeada de morte pela morte de Cristo Jesus, a morte ainda ergue sua fronte cavernosa e arranca dos nossos braços aqueles a quem amamos e se Jesus não voltar antes, um dia ela também nos ceifará. Porém, quando Jesus voltar em glória, em sua segunda vida, todos os mortos ouvirão a sua voz e sairão dos túmulos, uns para a ressureição da vida e outros para a ressurreição do juízo. Naquele dia — e que dia será! — a própria morte será lançada no lago do fogo. Então gritaremos, com todas as forças da nossa alma: “Tragada foi a morte pela vitória”. Ergueremos nossa voz, para confrontar a morte e desafiá-la: “Onde está ó morte a tua vitória, onde está ó morte o teu aguilhão?”.
Jesus, o vencedor da morte, afirmou: “Eu sou a ressureição e a vida” (Jo 11.25). Aquele que nele crê não morrerá eternamente. Ao contrário, já passou da morte para a vida. A morte já não mais assombra os filhos de Deus, pois como afirmou o veterano apóstolo Paulo: “Para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro” (Fp 1.21). Disse mais: “Morrer é partir para estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor” (Fp 1.23). O mesmo apóstolo afirmou: “Morrer é deixar o corpo e habitar com o Senhor” (2Co 5.8). Por isso, aqueles que morrem no Senhor são bem-aventurados, porque descansam de suas fadigas e suas obras os acompanham (Ap 14.13).
O tempo oportuno de você voltar-se para Deus é agora, uma vez que ao homem está ordenado morrer uma só vez, vindo depois disto o juízo (Hb 9.27). Ao reconhecer-se pecador e crer em Jesus como seu Salvador, você recebe a vida eterna. Jamais será condenado, pois passou da morte para a vida. Agora, você não precisa mais temer a morte, pois Jesus a matou na sua primeira vinda e a lançará no lago do fogo em sua segunda vinda. Nós, porém, reinaremos com Cristo, num corpo de glória, pelos séculos eternos!
O Rev. Hernandes Dias Lopes é Diretor Executivo de Luz para o Caminho e colunista do Brasil Presbiteriano

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