Rei e Pastor: O Senhor na visão e vivência dos salmistas – 30

1.4. Deus da Aliança: Gracioso, Misericordioso e Fiel[1] A bondade é uma expressão do Deus que é bom em si mesmo (Mc 10.18).[2] Davi, ao retratar a maldade humana, enfatiza a preciosa misericórdia de Deus (Sl 36.7),[3] que se manifesta em atos de bondade para com todos. Ele declara: “A tua benignidade  (ds,x,) (hesed), SENHOR,…

1.4. Deus da Aliança: Gracioso, Misericordioso e Fiel[1]

A bondade é uma expressão do Deus que é bom em si mesmo (Mc 10.18).[2] Davi, ao retratar a maldade humana, enfatiza a preciosa misericórdia de Deus (Sl 36.7),[3] que se manifesta em atos de bondade para com todos. Ele declara: “A tua benignidade  (ds,x,) (hesed), SENHOR, chega até aos céus, até às nuvens, a tua fidelidade” (Sl 36.5).

É comum nas Escrituras vermos servos de Deus clamando por sua misericórdia, bondade ou graça. Eles se apresentam diante do Senhor sem qualquer tentativa de barganha, conscientes de que nada têm a oferecer (Sl 31.9, 21; 69.16; 89.1;[4]  100.5; 103.13; 109.26; 138.8).

Entre os atributos divinos, a misericórdia se destaca como o mais evidente em sua relação conosco.”

A misericórdia de Deus é um dos atributos mais evidentes em sua relação conosco, homens pecadores. Os salmos estão repletos dessa compreensão (Sl 84.11; 103.17; 145.8-9).[5]

Como observa Calvino, “Os homens se acham num deplorável estado a menos que Deus os trate misericordiosamente, não debitando seus pecados em sua conta”.[6]

Analisemos alguns aspectos da misericórdia de Deus:

1.4.1. A. A Misericórdia Pactual

O Antigo Testamento emprega duas palavras que se aproximam dos conceitos de “graça” e “misericórdia” do Novo Testamento: hesed e hen. Aqui nos deteremos na primeira.

O termo hesed, de etimologia obscura, [7] pode ser traduzida por “bondade”, “graça”, “benevolência”, “benignidade”, “clemência”, “beneficência”, “humanidade” (ARA. 2Sm 2.5), “fidelidade” (ARA. 2Sm 16.17) e “misericórdia”. Ocorre cerca de 250 vezes no Antigo Testamento, principalmente nos Salmos (127 vezes).

Davi chega a chamar Deus de “Misericórdia”: “Minha misericórdia (ds,x,) (hesed) e fortaleza minha, meu alto refúgio e meu libertador, meu escudo, aquele em quem confio e quem me submete o meu povo” (Sl 144.2).

Quando aplicada ao homem, a palavra reflete amor ao próximo e a Deus. Quando aplicada a Deus, revela sua graça. Essa graça se manifesta em dois aspectos principais:

1.4.1.1. A autoentrega de Deus a Israel na relação de um pacto.[8]

A ideia principal é a de que Deus manifesta o seu amor ativamente na forma de uma relação pactual; é um “amor consistente”.[9]

Hesed é um “amor de Pacto” (Dt 7.9,12; Jr 31.3);[10]Hesed da aliança”;[11] “comportamento correto segundo a aliança”.[12]

O Pacto de Deus é unilateral em suas demandas e provisões. O homem aceitá-lo ou não; porém, não pode modificar os seus termos. O Hesed é tanto a causa quanto o efeito do pacto: Deus o estabeleceu por misericórdia e revela sua misericórdia de acordo com ele (1Rs 8.23[13] [2Cr 6.14]; Ne 1.5; 9.32; Is 55.3; Dn 9.4).

1.4.1.2. Está associada à justiça de Deus

O hesed de Deus não é barato. Ele não age movido por um sentimento incontrolável ou incoerente; ao contrário, encontra um caminho justo para estabelecer uma relação sólida com o homem pecador. Nesse processo, não omite a condição pecaminosa do ser humano nem barateia a sua própria justiça.

O fundamento dessa nova relação é Cristo. Nele, a justiça divina se manifesta e, ao mesmo tempo, revela-se a graça.[14] Justiça e graça não se opõem, mas se completam: a cruz é o lugar onde ambas se encontram em perfeita harmonia.

A graça de Deus nunca é barata. Embora seja oferecida gratuitamente, custou o preço mais alto: a vida do Filho. Por isso, não pode ser tratada como algo trivial. Receber essa graça é entrar em uma relação transformadora, marcada pela fidelidade de Deus e pela responsabilidade do homem diante dela.

Devido ao seu hesed, Deus voluntariamente elege o seu povo e permanece fiel nessa relação, ainda que os eleitos revelem uma fidelidade circunstancial e vacilante. A escolha divina não depende da constância humana, mas da firmeza do próprio caráter de Deus.

As Escrituras testemunham essa fidelidade inabalável: “O Senhor, teu Deus, te escolheu para ser o seu povo exclusivo” (Dt 7.6-11). Ele é “Deus de misericórdia e verdade” (2Sm 2.6), cuja fidelidade “se estende até os céus” (Sl 36.5), “vem do alto” (Sl 57.3) e é lembrada como promessa eterna (Sl 89.49). O profeta Isaías reforça: “Ainda que os montes se retirem (…) a minha fidelidade não se apartará de ti” (Is 54.10), e o Senhor confirma: “Farei convosco uma aliança eterna” (Is 55.3).

Assim, o hesed de Deus é a base da eleição e da perseverança do povo. Ele não apenas inicia a relação, mas a sustenta, garantindo que sua graça e fidelidade prevaleçam sobre a fragilidade humana.

1.4.2. A Misericórdia de Deus em sua relação conosco

A graça fala de favor imerecido; a misericórdia destaca a miséria daqueles que recebem esse favor. Ambos se completam.

Misericórdia em ação

No grego, a misericórdia é um sentimento provocado pela percepção da dor dos demais, manifestando-se em atos de bondade.

Misericórdia é um sentimento que se concretiza em atos condizentes com a sua percepção. É a sensibilidade divina generosamente em ação. “Misericórdia é atender as necessidades, não apenas senti-las”, interpreta MacArthur.[15]

Da mesma forma comenta Hendriksen (1900-1982): “Misericórdia é amor demonstrado em favor de quem vive em desgraça, e um espírito perdoador para com o pecador. Ela abrange tanto um sentimento de bondade quanto um ato bondoso”.[16]

Amor e misericórdia

O amor independe da misericórdia, contudo esta pressupõe aquele. As relações de amor não necessitam de se expressar em misericórdia, mas, a misericórdia é uma expressão do amor que se revela quando há alguma necessidade de socorro. “O amor é constante; a misericórdia está reservada para os momentos de dificuldade. Não há misericórdia sem amor”, enfatiza John MacArthur.[17]

Graça, Misericórdia e justiça

João saúda os seus destinatários relacionando a misericórdia à verdade e ao amor: “A graça, a misericórdia (e)/leoj) e a paz, da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, o Filho do Pai, serão conosco em verdade e amor” (2Jo 3). Em Deus, a graça sempre vem antes da misericórdia.[18]

A misericórdia de Deus se revela no fato de que seu Filho nos imputou a sua glória, tomando sobre si a nossa desonrosa vergonha. Ele realizou uma troca magnífica, jamais concebida por qualquer homem: assumiu a nossa humanidade pecaminosa, pagou integralmente as nossas dívidas, garantiu de forma definitiva o nosso perdão e nos comunicou a glória da sua herança.

Essa troca, que à primeira vista nos parece totalmente injusta, é, na verdade, a manifestação da justiça de Deus por meio de Cristo. Nela, vemos revelada a eterna misericórdia divina: justiça e graça se entrelaçam, mostrando que o amor de Deus não ignora o pecado, mas o vence, e não barateia a sua glória, mas a compartilha com aqueles que nele confiam.

Nas palavras de Bonhoeffer (1906-1945), “O misericordioso [Jesus Cristo] empresta a honra própria ao decaído e toma sobre si a sua vergonha”.[19]

A misericórdia de Deus não se digladia com a sua justiça. Deus é perfeito em tudo.[20]  Deus é o Deus da paz, havendo nele sempre a harmonia de todas as suas perfeições revestida pela sua santidade.

Na misericórdia vemos estampada a sua justiça. Deus não se esquece de sua justiça como se fosse uma “perfeição imperfeita” do seu caráter, antes, Ele a cumpre, pagando o preço de nossos pecados em amor e misericórdia, nos imputando a justiça obtida por Cristo.

Uma forma natural de pensar sobre a misericórdia é colocá-la em oposição à justiça. No entanto, este conceito está totalmente distante do ensino bíblico.

Deus não quebra a sua justiça por amor, antes, cumpre a justiça em amor. A graça reina pela justiça (Rm 5.21).[21] O amor de Deus não desconsidera o pecado, antes o penaliza em Cristo, o Amado (Ef 1.6-7),[22] em quem temos a plenitude da graça do Deus Triúno. “De fato a graça reina, mas uma graça reinante à parte da justiça não é apenas inverossímil, mas também inconcebível”, sumaria Murray (1898-1974).[23]

Nossa escala volátil de valores

Esse raciocínio nos parece estranho. Costumamos organizar nossa hierarquia de valores segundo prioridades próprias, voláteis conforme circunstâncias e interesses.”

Assim, ao mesmo tempo em que defendemos com razão a necessidade de justiça, em outras situações – quando, por exemplo, nosso filho ou amigo está envolvido – podemos, com igual sinceridade, sustentar a necessidade de misericórdia e assumir uma postura diferente da anterior, acusada de “legalista”.

Somos pecadores e finitos. A finitude, em si, não é pecado; contudo, revela nossa limitação como criaturas. Toda criação é finita. A possível infinitude de algo não está em sua essência, mas na preservação realizada por Deus, o único eterno e Senhor da imortalidade (1Tm 6.16). Essa limitação, agravada pelo pecado, manifesta-se em nossas contradições e incoerências.

Somente Deus é perfeito. Por isso, seu agir harmoniza-se de forma plena com todos os seus atributos. Ele é fiel e verdadeiro (Rm 3.3-7).

Deus é perfeito em todo o seu ser, sem hierarquia entre seus atributos. É evidente que a compreensão plena dessa realidade escapa à nossa mente limitada. Contudo, temos a certeza de que Deus é perfeitamente santo, e que sua santidade permeia todas as suas ações e obras.

Algumas Considerações: A Justiça Amorosa de Deus na Aliança

Nós, como seres humanos limitados, frequentemente nos deparamos com paradoxos e contradições que não conseguimos resolver. Para nós, amor e justiça parecem conceitos opostos. Amar seria abrir mão da justiça; ser justo seria negar o amor.

Entretanto, em Deus não há contradição. Ele é perfeito em todos os seus atributos, e neles há plena harmonia. Romanos 3.26 nos mostra que, em Cristo, Deus manifesta sua justiça e, ao mesmo tempo, revela seu amor.

Na cruz, contemplamos o encontro perfeito entre justiça e graça. O Pai envia o Filho. O Filho se entrega por nós. O Espírito Santo atua em todo o processo da encarnação, ministério, morte e ressurreição. A Trindade inteira está comprometida com a nossa salvação.

Cristo levou sobre si os nossos pecados. Ele sofreu em nosso lugar. Cumpriu a justiça divina e revelou o amor eterno de Deus. O que para nós parece antitético – justiça que salva o injusto – em Deus é harmonia perfeita. Assim, somos declarados justos não por nossos méritos, mas pela justiça amorosa de Deus. Essa justiça é recebida pela fé. E essa fé nos conduz ao perdão, à misericórdia e à vida nova em Cristo.

Essa obra redentora, porém, só pode ser plenamente compreendida à luz da Aliança de Deus com o seu povo. Desde o Antigo Testamento, o Senhor se revelou como o Deus da aliança, fiel e misericordioso, que escolhe, guarda e sustenta o seu povo. O termo hebraico hesed expressa esse amor pactual: firme, constante, que não depende da fidelidade humana, mas da fidelidade do próprio Deus. Ele prometeu ser o Deus de Israel e cumprir sua palavra, ainda que o povo vacilasse.

Em Cristo, vemos a plenitude dessa aliança. A justiça de Deus não ignora o pecado. Ele o trata de forma definitiva na cruz. O amor de Deus não se limita a sentimentos. Ele se concretiza em ação redentora. A nova aliança, selada pelo sangue de Cristo, é a expressão máxima do hesed divino. Deus permanece fiel, mesmo quando nós somos infiéis.

Romanos 3.26 nos mostra que a justiça amorosa de Deus é o fundamento da aliança eterna. Ele é justo, porque não deixa o pecado impune; e é justificador, porque em Cristo oferece perdão e reconciliação. Assim, a aliança não é apenas um pacto formal, mas uma relação viva, sustentada pela graça e pela fidelidade divina.

Rev. Hermisten Maia Pereira da Costa

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[1] Para um estudo mais completo desse assunto, veja-se: Hermisten M.P. Costa, O Deus de Misericórdia, Goiânia, GO.: Cruz, 2023.

[2] “Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão um, que é Deus” (Mc 10.18).

[3]  “Como é preciosa, ó Deus, a tua benignidade (ds,x,) (hesed)! Por isso, os filhos dos homens se acolhem à sombra das tuas asas” (Sl 36.7).

[4] “Compadece-te de mim, SENHOR, porque me sinto atribulado; de tristeza os meus olhos se consomem, e a minha alma e o meu corpo” (Sl 31.9). “Bendito seja o SENHOR, que engrandeceu a sua misericórdia para comigo, numa cidade sitiada!” (Sl 31.21). “Responde-me, SENHOR, pois compassiva é a tua graça; volta-te para mim segundo a riqueza das tuas misericórdias” (Sl 69.16). “Cantarei para sempre as tuas misericórdias, ó SENHOR; os meus lábios proclamarão a todas as gerações a tua fidelidade” (Sl 89.1).

[5]“Porque o SENHOR Deus é sol e escudo; o SENHOR dá graça e glória; nenhum bem sonega aos que andam retamente” (Sl 84.11). “Mas a misericórdia do SENHOR é de eternidade a eternidade, sobre os que o temem, e a sua justiça, sobre os filhos dos filhos” (Sl 103.17). 8 Benigno e misericordioso é o SENHOR, tardio em irar-se e de grande clemência.  9 O SENHOR é bom para todos, e as suas ternas misericórdias permeiam todas as suas obras” (Sl 145.8-9).

[6] João Calvino, O Livro dos Salmos, São Paulo: Paracletos, 1999, v. 2, (Sl 32.1), p. 39. “A benevolência divina se estende a todos os homens. E se não há um sequer sem a experiência de participar da benevolência divina, quanto mais aquela benevolência que os piedosos experimentarão e que esperam nela!” (João Calvino, As Pastorais, São Paulo: Paracletos, 1998, (1Tm 4.10), p. 120-121).

[7]Cf. H.J. Stoebe, desex: In: Ernst Jenni; Claus Westermann, eds. Diccionario Teologico Manual del Antiguo Testamento, Madrid: Ediciones Cristiandad, 1978, v. 1, p. 832.

[8] Vejam-se: W. Zimmerli, et. al. Xa/rij: In: G. Friedrich; G. Kittel, eds. Theological Dictionary of the New Testament, Grand Rapids, Michigan: Eerdmans, 1982, v. 9, p. 383ss.; Walther Eichrodt, Teologia del Antiguo Testamento, Madrid: Ediciones Cristiandad, 1975, v. 1, p. 213ss.

[9]C.E. Armerding, Misericórdia: In: Merrill C. Tenney, org. ger.  Enciclopédia da Bíblia, São Paulo: Cultura Cristã, 2008, v. 4, p. 296.

[10]Van Groningen, comentando o Salmo 111.1, chama a expressão de “fidelidade pactual”; no Salmo 118.1, designa de “amor pactual” (Gerard Van Groningen, Revelação Messiânica no Velho Testamento, Campinas, SP.: Luz para o Caminho, 1995, p. 351, 363). Packer, a traduz por “Amor constante” (J.I. Packer, Vocábulos de Deus, São José dos Campos, SP.: Fiel, 1994, p. 88); “Amor imutável”, traduzem Baer e Gordon (D.A. Baer; R.P. Gordon, Hsd: In: Willem A. VanGemeren, org.  Novo Dicionário Internacional de Teologia e Exegese do Antigo Testamento, São Paulo: Cultura Cristã, 2011, v. 2, p. 209). Eichrodt, chama de “amor solícito” (Walther Eichrodt, Teologia del Antiguo Testamento, v. 1, p. 213). Harris seguindo a versão King James, crê que uma boa tradução é “bondade amorosa” (R. Laird Harris, hsd: In: R. Laird Harris, et. al.  eds. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento, São Paulo: Vida Nova, 1998, p. 503).

[11]R. Laird Harris, ihsd: In: R. Laird Harris, et. al.  eds. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento, p. 501.

[12]H.H. Esser, Misericórdia: In: Colin Brown, ed. ger. O Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, São Paulo: Vida Nova, 1981-1983, v. 3, p. 177.

[13] 22 Pôs-se Salomão diante do altar do Senhor, na presença de toda a congregação de Israel; e estendeu as mãos para os céus 23 e disse: Ó Senhor, Deus de Israel, não há Deus como tu, em cima nos céus nem embaixo na terra, como tu que guardas a aliança e a misericórdia (desex) (hesed) a teus servos que de todo o coração andam diante de ti” (1Rs 8.22-23).

[14]Cf. Herman Bavinck, Dogmática Reformada, São Paulo: Cultura Cristã, 2012, v. 2, p. 230.

[15] John MacArthur Jr.  O Caminho da Felicidade, São Paulo: Cultura Cristã, 2001, p. 120.

[16] William Hendriksen, Mateus, São Paulo: Cultura Cristã, 2001, v. 1, (Mt 5.7), p. 385.

[17]John MacArthur Jr.  O Caminho da Felicidade, p. 122.

[18] Cf. R.C.H. Lenski, Commentary on the New Testament: The Interpretation of St. Matthew’s Gospel, [s. cidade]: Hendrickson Publishers, 1998, (Mt 5.7), p. 191

[19] Dietrich Bonhoeffer, Discipulado, 2. ed. São Leopoldo, RS.: Sinodal, 1984, p. 61. “Misericórdia é o princípio eterno da natureza de Deus que o leva a buscar o bem temporal e a salvação eterna dos que se opuseram à vontade dele, mesmo a custo do sacrifício próprio” (Augustus H. Strong, Teologia Sistemática, São Paulo: Hagnos, 2003, v. 1, p. 431).

[20] “A justiça de Deus nunca está separada de sua retidão. (…) Sua justiça é perfeita” (R.C. Sproul, A Santidade de Deus, São Paulo: Cultura Cristã, 1997, p. 121).

[21] “A fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor” (Rm 5.21). (Grifos meus).

[22] 6Para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado, 7no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça” (Ef 1.6-7).

[23] John Murray, Redenção: Consumada e Aplicada, São Paulo: Cultura Cristã, 1993, p. 19. Veja-se: Herman Bavinck, Dogmática Reformada, São Paulo: Cultura Cristã, 2012, v. 4, p. 180-181.

Autor

  • Cativo à Palavra

    Projeto Missionário Teológico e Pastoral.

    Para um coração cativo e dedicado ao Senhor.

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