Uma conversa com Keith Mathison — Uma crítica ao pensamento de Cornelius Van Til

Anthony: Dr. Mathison, obrigado por se juntar a nós hoje para discutir seu novo livro, Toward A Reformed Apologetics: A Critique of the Thought of Cornelius Van Til. Para começar, o senhor pode compartilhar um pouco sobre sua formação e a igreja que frequenta? Keith Mathison: Nasci e fui criado perto de Houston, Texas, e…

Anthony: Dr. Mathison, obrigado por se juntar a nós hoje para discutir seu novo livro, Toward A Reformed Apologetics: A Critique of the Thought of Cornelius Van Til. Para começar, o senhor pode compartilhar um pouco sobre sua formação e a igreja que frequenta?

Keith Mathison: Nasci e fui criado perto de Houston, Texas, e me tornei cristão cerca de um ano depois de me formar no ensino médio. Passei então a frequentar uma pequena igreja batista do sul dispensacionalista perto da minha casa. Em 1990, formei-me na Houston Christian University (antiga Houston Baptist University). Casei-me no verão após a formatura, e eu e minha esposa nos mudamos para Dallas, Texas, onde frequentei o Dallas Theological Seminary.

Durante meu tempo no Dallas Seminary, percebi que o dispensacionalismo era biblicamente insustentável e passei a abraçar a teologia reformada, então em 1992 me transferi para o Reformed Theological Seminary em Orlando, Flórida. Formei-me no RTS em 1995, e em 1996 comecei a trabalhar para a Ligonier Ministries. Pouco depois de começar a trabalhar na Ligonier, o Dr. R. C. Sproul plantou uma igreja chamada St. Andrews Chapel, que recentemente se juntou à PCA. Minha esposa e eu começamos a frequentá-la quando foi plantada, e a frequentamos até hoje.

Durante meus primeiros anos na Ligonier, trabalhei na central telefônica, fazendo de tudo, desde receber pedidos de livros até responder perguntas sobre teologia e a Bíblia. Depois, tornei-me editor associado da revista Tabletalk. Em 2011, comecei a lecionar no Reformation Bible College. Por vários anos, trabalhei para a Tabletalk e também lecionei, mas ambos eram efetivamente empregos de tempo integral, então tive que escolher um ou outro. Em 2014, parei de trabalhar para a Tabletalk e concentrei todo o meu tempo no meu cargo de professor no RBC. Meu título oficial lá é Professor de Teologia Sistemática.

A motivação por trás da crítica

Anthony: O que o inspirou a escrever seu novo livro examinando criticamente a metodologia apologética de Cornelius Van Til, e o que o senhor espera que os leitores extraiam de sua análise?

Keith Mathison: Fui apresentado pela primeira vez à metodologia apologética de Van Til quando cheguei ao RTS Orlando. Havia tanto vantilianos quanto não vantilianos no corpo docente, e havia facções entre os alunos. Por causa de todos os debates estudantis, li várias obras de Van Til e várias obras de outros apologetas vantilianos. Por um tempo, inclinei-me à sua visão, mas, no fim, segui em uma direção diferente e raramente pensei em Van Til depois disso.

Em 1996, comecei a trabalhar na Ligonier Ministries, que era o ministério de ensino de R. C. Sproul. O Dr. Sproul era bem conhecido no mundo reformado por ser crítico da metodologia apologética de Van Til, então o debate sempre estava latente. Não estava, contudo, no centro da minha atenção. Raramente pensei em Van Til durante os primeiros quinze anos do meu tempo trabalhando na Ligonier.

Van Til tornou-se novamente um tópico de discussão na minha vida somente depois que comecei a lecionar no Reformation Bible College em 2011. Alguns dos alunos eram vantilianos. Outros tinham interesse em apologética e tinham perguntas sobre Van Til. Então, de tempos em tempos, os alunos pediam minha opinião.

Não foi a apologética, contudo, que me levou a começar a reler e examinar criticamente o pensamento de Van Til. Comecei a examinar Van Til criticamente porque uma das disciplinas que me pediram para lecionar no RBC era a Doutrina de Deus. Enquanto lia e pesquisava em preparação para aquela disciplina, uma das coisas que descobri foi que certos teólogos reformados estavam ensinando coisas sobre Deus que pareciam divergir radicalmente das confissões reformadas às quais subscreviam. Dois desses homens, John Frame e K. Scott Oliphint, são mais conhecidos por serem proponentes da apologética de Van Til. Comecei a me perguntar se isso era uma “coincidência”.

Parecia estranho que dois dos mais proeminentes defensores da apologética de Van Til também estivessem publicando ensinamentos novos e semelhantes sobre a doutrina de Deus. Comecei a me perguntar se havia algo no próprio ensino de Van Til que influenciara dois de seus alunos mais conhecidos nessa direção. Então foi isso que inicialmente me levou de volta aos escritos de Van Til.

Não encontrei em Van Til nada que o conectasse diretamente à doutrina de Deus ensinada por Frame ou Oliphint. De fato, ficou claro em pesquisas posteriores que ele teria condenado com veemência o ensino de ambos. Esse exame inicial, porém, me levou a escrever um artigo sobre Van Til no qual ofereci algumas críticas a outros de seus ensinos. O artigo não foi a palavra final, contudo, e ainda havia várias pontas soltas.

Ainda havia peças do quebra-cabeça que eu não conseguia encaixar. Eu, porém, estava pronto para seguir em frente e fazer outras coisas. Não tinha planos de continuar lendo Van Til nem de escrever um livro examinando seu pensamento. Sua obra era apenas de interesse periférico para mim. Acabei escrevendo este livro apenas porque um dia recebi um e-mail de John Fesko que, junto com Matthew Barrett, edita a série R.E.D.S. para o selo Mentor da Christian Focus Publications.

Eles vinham conversando e queriam saber se eu teria interesse em ampliar meu artigo e escrever um livro sobre Van Til para aquela série. Embora eu jamais tivesse tido um interesse pessoal forte na obra de Van Til e tivesse em grande parte observado os debates de fora, era uma oportunidade de compreender melhor uma figura enormemente influente no mundo reformado norte-americano.

Decidi aceitar o convite na esperança, primeiro, de conseguir descobrir exatamente o que Van Til estava dizendo. Houve tantas alegações e contra-alegações de incompreensão que, em minha opinião, até mesmo uma apresentação clara do que Van Til realmente está dizendo teria sido benéfica para todos os envolvidos. Esse era o primeiro objetivo. Mas, se eu conseguisse explicar exatamente o que Van Til está dizendo, então também poderia tentar explicar por que alguns crentes confessionalmente reformados discordam de seu ensino.

No nível popular, a apresentação de vendas de Van Til costuma soar mais ou menos assim: “O método apologético de Van Til ensina que Deus/Cristo/as Escrituras são o padrão final. Todos os outros métodos apologéticos fazem da razão humana autônoma o padrão final.”

Foi assim que me foi apresentado quando cheguei pela primeira vez ao RTS, e foi por isso que inicialmente me inclinei à visão de Van Til. Que cristão fiel quer rejeitar uma visão na qual Deus é o padrão final em favor de outra na qual a razão humana pecaminosa é a autoridade final? Nenhum cristão quer isso, mas o problema é que essa apresentação de vendas é enganosa. Eu queria esclarecer exatamente de que maneira ela é enganosa.

Minha esperança, então, é que os leitores saiam do livro com uma compreensão mais clara do sistema de pensamento de Van Til e uma compreensão mais clara de por que alguns crentes confessionalmente reformados, que não creem que a razão humana autônoma seja o padrão final, rejeitam o sistema de pensamento de Van Til. Em um sentido, tudo o que estou tentando fazer com este livro é dissipar parte da confusão.

Equilibrando teologia reformada e apologética

Anthony: Na sua visão, como os teólogos reformados podem integrar de modo eficaz princípios teológicos robustos com abordagens apologéticas práticas?

Keith Mathison: A apologética envolve aplicar o que sabemos sobre Deus, o homem, o pecado, Cristo, o evangelho, a salvação, etc. em conversas específicas com incrédulos específicos. O que sabemos sobre Deus, o homem, o pecado, Cristo, o evangelho, a salvação, etc. é a nossa teologia, então o primeiro passo para qualquer um de nós é conhecer bem a nossa teologia.

Se a nossa teologia é reformada, ela nos ajudará a evitar armadilhas quando estivermos envolvidos em conversas com incrédulos. Um crente com uma teologia reformada robusta, por exemplo, não cairá na armadilha em que pessoas como Charles Finney caíram, pensando que podemos convencer alguém a entrar no reino se formos persuasivos o suficiente (ou emocionalmente manipuladores o suficiente).

Um crente reformado entenderá que está falando com um homem morto e que somente Deus pode dar vida a esse homem morto. Um crente reformado entenderá a diferença entre o chamado externo e o chamado eficaz.

Como cada incrédulo específico é um ser humano único com uma história única, cada conversa com um incrédulo será única. A aplicação apologética da nossa teologia a conversas únicas com indivíduos únicos exige sabedoria bíblica.

Creio que, quando estamos numa conversa com um incrédulo, em algum momento precisamos lhe apresentar o evangelho. Se ele responder com perguntas ou objeções, é aí que a apologética entra em cena. Nesse ponto, devemos estar prontos para defender a esperança que há em nós com mansidão e respeito (1 Pedro 3.15). Respeito exige que ouçamos. Exige também que respondamos às perguntas reais da pessoa. Não devemos desrespeitar o interlocutor ignorando suas perguntas de fato para oferecer uma resposta pronta a uma pergunta que ele não fez.

Em outras palavras, uma das maneiras pelas quais a apologética moderna muitas vezes difere do que vemos Jesus e Paulo fazendo é que Jesus e Paulo não dão esse tipo de resposta pronta. Eles começam de onde encontram o incrédulo. Paulo, por exemplo, começa em um ponto com os judeus e em outro com os gentios. Jesus começa em um ponto com a mulher no poço e em outro com Nicodemos. Saber fazer isso, saber aplicar verdades universais a situações únicas, exige sabedoria, e crescer nesse tipo de sabedoria requer conversar com incrédulos reais, não apenas falar sobre conversar com incrédulos.

Esclarecendo mal-entendidos

Anthony: O senhor menciona que o debate em torno dos métodos de Van Til tem sido acalorado. Quais são alguns mal-entendidos comuns com os quais o senhor se deparou nessas discussões, e de que modo seu livro procura esclarecê-los?

Keith Mathison: O fato de um debate sobre metodologia apologética gerar tamanha animosidade dentro de um segmento tão pequeno do mundo cristão parece um pouco estranho. Houve debates e discussões sobre método teológico durante séculos, mas raramente resultaram nos níveis de animosidade que se encontram nos debates sobre método apologético no mundo reformado. Creio que o caráter acalorado do debate foi inicialmente causado pela natureza das alegações de Van Til. Depois, foi agravado pelo teor de algumas das respostas dadas pelos críticos de Van Til. Ao longo das décadas, cada lado se manteve firme em suas posições, e o resultado é a animosidade contínua.

A alegação inicial de Van Til foi, em resumo, que o único método de apologética consistentemente reformado é o método da pressuposição. Todos os outros métodos apologéticos, inclusive os usados pelos teólogos reformados dos quatrocentos anos anteriores, eram baseados em uma teoria de conhecimento antibíblica que comprometia cada doutrina majoritária da fé reformada.

Somente aqueles que adotavam seu método de pressuposição, argumentava Van Til, eram consistentemente reformados. Como se pode imaginar, isso não caiu bem entre aqueles de seus contemporâneos que discordavam dele.

Muitos dos críticos originais de Van Til então o acusaram de distorcer a teologia reformada para ajustá-la a algum tipo de idealismo absoluto. Alguns chegaram ao ponto de acusar Van Til de ser panteísta. Como se pode imaginar, isso também não caiu bem para Van Til nem para aqueles teólogos reformados que concordavam com ele.

Como mencionei acima, um dos meus principais objetivos com este livro é dissipar o máximo possível de mal-entendidos e confusão. Por isso, toda a primeira metade do livro é dedicada a explicar passo a passo exatamente o que Van Til está e não está dizendo, com pouco ou nenhum comentário crítico da minha parte. Creio que a maioria dos mal-entendidos nesse debate resulta de ninguém jamais ter explicado com clareza o que Van Til está dizendo. A maioria das discussões começa com sua metodologia apologética ou, quando muito, dá um passo atrás e começa com sua doutrina da antítese. Mas a doutrina da antítese não pode ser entendida sem compreender várias outras coisas que ele ensina. Portanto, voltei ao começo, começando com sua doutrina de Deus e o decreto divino, sem os quais não se consegue entender uma única palavra do que ele diz.

Depois, sigo adiante por sua doutrina da criação, da queda, da graça comum, da redenção e assim por diante, porque tudo isso é necessário para compreender exatamente o que ele está dizendo sobre a antítese, e compreender o que ele diz sobre a antítese é absolutamente necessário para entender por que ele diz o que diz sobre a metodologia apologética.

Na segunda metade do livro, volto-me para várias preocupações que tenho com o sistema de pensamento de Van Til, mas também procuro dissipar mal-entendidos nesses capítulos. No capítulo sobre preocupações filosóficas, por exemplo, tento trazer alguma clareza ao debate inteiro sobre a influência do idealismo filosófico no pensamento de Van Til. Creio que muita da confusão nesse ponto resultou da falta de definições claras. O que se quer dizer, por exemplo, com “influência”? Essa é uma palavra vaga, que pode significar várias coisas. Se Van Til foi ou não “influenciado” pelo idealismo depende de como “influência” é definida.

Implicações práticas para apologetas

Anthony: Como o senhor imagina que sua crítica a Van Til influenciará a prática dos apologetas reformados contemporâneos ao lidar com céticos e buscadores?

Keith Mathison: Minha esperança é encorajar os cristãos reformados a gastar menos tempo debatendo sobre como falar com incrédulos e mais tempo de fato falando com incrédulos. De que adianta debater interminavelmente a metodologia apologética correta se nunca se entra realmente em conversas apologéticas reais com céticos e buscadores?

Creio que o debate sobre a metodologia de Van Til, embora importante e necessário, tornou-se uma distração excessiva da apologética propriamente dita. Também espero que meu livro possa contribuir de algum modo para conduzir o debate numa direção mais construtiva, no sentido de tratá-lo como um debate entre irmãos em Cristo. Penso que ambos os lados frequentemente recorreram demais ao sarcasmo e à condescendência, e isso não ajuda. Podemos manter firmemente o que cremos, mas não há motivo para menosprezar aqueles que discordam em algo como a metodologia apologética.

Acrescentaria também que não rejeito por completo o uso de críticas internas ao sistema de pensamento do incrédulo. Muitas vezes, em conversas específicas, é necessário tratar da natureza autocontraditória do sistema do incrédulo, mas esse tipo de argumento não foi inventado por Van Til. É possível encontrá-lo pelo menos desde os antigos filósofos gregos.

O que rejeito é a afirmação de que somente aqueles que seguem a metodologia apologética específica de Van Til são consistentemente reformados. Dado o fato de que nenhum teólogo reformado durante os primeiros quatrocentos anos das igrejas reformadas seguiu tal método, seríamos forçados a concluir que nenhum teólogo reformado durante os primeiros quatrocentos anos das igrejas reformadas foi consistentemente reformado. Se a adoção de outros métodos apologéticos também corrompeu cada doutrina majoritária da fé reformada, estamos em apuros ainda maiores.

Dado o fato de que foram esses homens que escreveram todas as confissões públicas reformadas de fé, isso é um problema sério porque implica que todas as nossas confissões reformadas estão corrompidas em um grau ou outro. Basicamente, isso faz de um teólogo do início do século XX, Cornelius Van Til, o padrão último do que significa ser verdadeiramente reformado.

Metodologias alternativas

Anthony: Dadas as suas críticas ao sistema de Van Til, quais metodologias apologéticas o senhor considera mais consistentes com a teologia reformada, e por quê? Se pudesse recomendar um livro de apologética aos nossos leitores, qual seria?

Keith Mathison: Se a teologia reformada é definida pelas confissões reformadas públicas, e ela o é, então as metodologias apologéticas usadas pelos teólogos e ministros que escreveram essas confissões são os métodos consistentes com a teologia reformada. Todos eles encorajavam o uso dos argumentos teístas tradicionais (apresento vários exemplos disso no livro). Todos eles ensinavam uma doutrina não racionalista da teologia natural. Todos eles dialogavam com várias formas de incredulidade.

Quanto a uma sugestão de livro, pode soar estranho, mas eu recomendaria os Institutes of Elenctic Theology [Compêndio de teologia apologética, 3 volumes, tradução de Valter Graciano Martins], de Francis Turretin. Dependendo da definição de “apologética”, Turretin talvez não conte, mas penso que ele é um exemplo excelente de defesa da teologia reformada — que é simplesmente outra maneira de dizer doutrina cristã — em todos os pontos.

Ele responde aos desafios de ateus, agnósticos, socinianos, católicos romanos etc. É claro que sua obra precisaria ser suplementada hoje, porque novos desafios e novas formas de incredulidade surgiram nos séculos desde que ele escreveu, e precisamos saber como responder a eles, mas seu livro fornece uma boa base. Esse é o tipo de apologética clássica que considero consistente com as Escrituras e com a teologia reformada. Ela começa onde o incrédulo está e responde às perguntas e desafios reais que ele levanta.

O futuro da apologética reformada

Anthony: Que desdobramentos ou mudanças o senhor antecipa no campo da apologética reformada, especialmente à luz dos debates em curso sobre metodologia?

Keith Mathison: Se meus alunos e os alunos de colegas em outras faculdades e seminários reformados servem de indicação, creio que já há um forte movimento de retorno ao tipo de apologética usado pelos teólogos reformados dos séculos XVI e XVII. Isso me encoraja, porque, durante a maior parte da minha vida adulta, parecia que o Dr. Sproul era quase uma voz solitária no deserto. No mundo reformado, o van-tilianismo havia vencido a disputa. Era claramente a visão majoritária. Mas creio que estamos testemunhando uma mudança gradual. Vemos isso na publicação de livros como Reforming Apologetics, de Fesko, por exemplo. Creio que parte disso se deve a todo o trabalho que está sendo feito — inclusive numerosas traduções — no campo da teologia reformada dos séculos XVI e XVII.

Não creio que o van-tilianismo jamais desapareça, mas penso que será cada vez mais difícil convencer as pessoas de que os teólogos da era da ortodoxia reformada eram todos racionalistas sincretizantes que traíram a pureza da Reforma de Calvino. Hoje é fácil demais para qualquer pessoa pegar um exemplar de Turretin, ou Mastricht, ou Ursinus, ou Zanchius, ou Junius, e ver que não é esse o caso.

Também espero que a apologética reformada avance para além desses debates internos sobre metodologia e comece a se concentrar mais em responder a todas as novas perguntas e desafios que surgiram nos anos desde que Turretin escreveu sua grande obra. Não vivemos nos anos 1550. Mas também não vivemos nos anos 1950. Precisamos pensar em como responder às novas perguntas e aos novos desafios. Turretin não responde aos desafios levantados pelo darwinismo, pelo comunismo, pela teoria crítica, pela transexualidade e assim por diante.

Creio que os teólogos reformados podem, com frequência, se ver presos numa distorção temporal, querendo responder às perguntas que estavam sendo levantadas em sua geração e esquecendo de pensar nas novas perguntas. Hoje, em sua maior parte, se você quer ajuda para responder a essas perguntas, muitas vezes precisa sair do mundo reformado. Creio que podemos fazer melhor. Os teólogos reformados precisam refletir sobre essas questões e aplicar a elas os insights da teologia reformada confessional.


Fonte: https://reformeddogmatika.com/

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto

Autor

  • Cativo à Palavra

    Projeto Missionário Teológico e Pastoral.

    Para um coração cativo e dedicado ao Senhor.

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