Como apresentar Jesus a pessoas não religiosas | Aaron Pierce
Uma história de conversão Zara foi criada em uma família muçulmana rigorosa. Mas, à medida que crescia, acabou adotando uma espiritualidade do tipo “ao gosto do freguês”, uma escolha cada vez mais comum entre os jovens da cultura global atual. Para Zara, essa espiritualidade era uma mistura de islamismo, budismo e Nova Era. Ainda assim,…
Uma história de conversão
Zara foi criada em uma família muçulmana rigorosa. Mas, à medida que crescia, acabou adotando uma espiritualidade do tipo “ao gosto do freguês”, uma escolha cada vez mais comum entre os jovens da cultura global atual.
Para Zara, essa espiritualidade era uma mistura de islamismo, budismo e Nova Era. Ainda assim, ela estava genuinamente em busca da verdade. Quando conheceu uma equipe da Steiger, que fazia ações nas ruas, mostrou-se aberta à conversa.
Uma das integrantes da equipe, Carolina, foi direta com ela: “Acho que Jesus quer que você saiba quanto ele a ama. Ele a ama tanto que morreu por você”.
Zara nunca tinha ouvido isso. Perguntou como poderia aprender mais sobre Jesus. Carolina então a apresentou a Diana, outra integrante da equipe. Alguns dias depois, as duas se encontraram para comer rosquinhas e conversar sobre questões espirituais. Nos meses seguintes, Diana e Zara mantiveram contato e desenvolveram uma amizade verdadeira.
Essa amizade se tornou uma tábua de salvação para Zara. Quando ela terminou o namoro, compartilhou com Diana sobre sua depressão e ansiedade, pedindo oração. Diana orou não apenas para que Zara encontrasse paz e consolo, mas também para que sentisse o amor de Jesus e reconhecesse que ele é Deus.
Algumas semanas depois, Zara se encontrou com Diana transbordando de alegria. Contou que vinha sentindo uma presença avassaladora de amor — uma sensação de que Deus estava se revelando pessoalmente a ela.
Nos dois anos seguintes, a amizade entre Diana e Zara se transformou em um relacionamento de discipulado. Elas se reuniam por videochamada para ler a Bíblia e orar juntas. Com o tempo, Zara percebeu que havia finalmente encontrado a verdade que buscara por tanto tempo e pediu a Diana que a guiasse em uma oração de entrega, para seguir Jesus.
Zara passou a frequentar uma igreja, convidou amigos que não conheciam Cristo para assistirem ao seu batismo, e muitos deles — impressionados com sua transformação — continuaram indo à igreja com ela.
Zara passou de muçulmana rigorosa a espiritualista sincrética, até tornar-se uma seguidora apaixonada de Jesus, tudo porque alguém teve a coragem de se aproximar, ser amiga dela e compartilhar o evangelho.
Evangelizar é como pular de um penhasco
Alguns anos atrás, minha esposa e eu levamos nossos filhos para as Black Hills em Dakota do Sul. Fomos a um lugar onde era possível pular de um pequeno penhasco para dentro de um lago. Meu filho, de oito anos, foi até a beira. Era um daqueles momentos em que você não pode ir mais longe: ou você pula, ou desiste. Às vezes, é preciso simplesmente ir em frente e saltar — ele saltou.
É mais ou menos assim que pode ser apresentar Jesus a alguém. Chega-se a um ponto em que você simplesmente precisa ir em frente. Pode parecer assustador. Você não sabe como a pessoa vai reagir e, provavelmente, não vai dizer tudo da maneira perfeita. E tudo bem. O medo não o desqualifica de ser usado por Deus; ele apenas o lembra da sua dependência dele.
Se você já construiu uma amizade com essa pessoa e conseguiu ter algumas conversas espirituais, arrisque-se, pois, onde não há risco, não há fé; e, onde não há fé, não há poder. Enfrente o medo e o desconforto e reconheça os seus “momentos de pular do penhasco” e dê um passo de fé ao conduzir a conversa para o evangelho. Você carrega a verdade que cura, liberta, reconcilia e restaura.
Espere por oposição espiritual
Não há nada que o inimigo odeie mais do que ver seguidores de Jesus compartilhando o evangelho. Mas não tenha medo dele — Jesus prometeu que venceríamos o poder do inimigo e que nada nos causaria dano (Lc 10.19). Ainda assim, é importante saber que você enfrentará mentiras e desânimo.
Essas mentiras geralmente atacam a sua identidade:
- “Quem você pensa que é?”
- “Você é um hipócrita.”
- “Você não é bom o bastante.”
- “Pra que tentar? Eles nem vão te ouvir.”
Pensamentos assim podem começar a invadir sua mente, levando você a pensar: “Talvez eu não seja a pessoa certa para isso”.
Cada uma dessas mentiras, porém, pode ser facilmente combatida com a verdade bíblica:
- Sua identidade está em Cristo. Você serve em nome dele, não em seu próprio nome.
- Você é, sim, insuficiente, mas ele vive em você e é mais que suficiente para qualquer situação.
- Sua eficácia depende do Espírito Santo, não do seu esforço humano. Ele opera em você e sempre cumpre seus propósitos.
O objetivo do inimigo é desviar os seus olhos de Deus e fixá-los em você mesmo; portanto, entender quem você é em Cristo e que você está capacitado pelo Espírito é o segredo para vencer as mentiras.
Jesus é o nosso exemplo. Quando foi tentado no deserto (Mt 4.1-11), ele respondeu a cada mentira do inimigo com a Palavra de Deus. Assim como ele, precisamos conhecer a Bíblia o suficiente para nos firmarmos na verdade.
Lembre-se: compartilhar o evangelho não é um esporte individual. Não faça isso sozinho. Caminhe com outros irmãos, para que, quando você estiver fraco, eles possam “sustentar seus braços” na batalha (Êx 17.10-13) e você possa fazer o mesmo por eles.
Não desista. Se você está enfrentando oposição espiritual, provavelmente está fazendo algo que realmente importa. Mantenha sempre em mente a relevância do que você está fazendo e lembre-se: não se trata de você.
Jesus e sua redenção são a única esperança para este mundo; a propósito, ele está profundamente envolvido na missão de levar essa mensagem adiante. Deus abriu os seus olhos para o problema do pecado no mundo e lhe deu a solução. Ele caminha com você e trabalha por seu intermédio enquanto você constrói amizades com pessoas não religiosas e compartilha o evangelho com elas.
A pessoa de Jesus
Lembre-se: não estamos defendendo uma ideia, uma filosofia ou um estilo de vida. Estamos apresentando uma pessoa — Jesus. O objetivo não é convencer alguém a acreditar em um conjunto de doutrinas, mas levar pessoas a um relacionamento com o Salvador vivo, ressurreto.
Isso deve lhe trazer liberdade. Ao conversar com alguém de mentalidade secular, você não precisa se preocupar com o comportamento dela ou com as mudanças que precisará fazer para seguir Jesus. O estilo de vida ou as opiniões políticas dela não são o foco. Uma vez que ela conheça Jesus, tudo isso começará a se alinhar naturalmente. Seu papel é facilitar esse encontro.
O ponto central das suas conversas sobre o evangelho deve ser: Quem é Jesus para essa pessoa? O que ela pensa dele? Ela o entende corretamente? Se não, você precisará ajustar essa visão — mostrar o verdadeiro Jesus.
Para muitos não crentes, “cristianismo” virou sinônimo de certas posições políticas. Em alguns meios seculares, ele também é associado injustamente a racismo, machismo, intolerância e à exploração dos fracos pelos poderosos. Muitos ainda apontam atrocidades cometidas em nome de Cristo como prova de que a fé é destrutiva.
Jesus não se encaixa nos estereótipos que as pessoas têm dele. Diante dessas distorções, precisamos responder com paciência, mostrando que também rejeitamos as imagens erradas de Jesus.
Jesus era radical. Desafiou normas culturais e políticas do seu tempo. Era sem-teto, trabalhou com gente simples, andou com os doentes e marginalizados, rompeu barreiras raciais e de gênero, curou os enfermos e alimentou os famintos. Na verdade, os mais poderosos e religiosos da época o odiavam. Essa não é a imagem que muitos têm de Jesus, mas é o retrato que a Bíblia nos dá. E é com esse Jesus que podemos nos identificar.
É verdade que coisas terríveis foram feitas em nome dele, e devemos reconhecer isso. Mas essas ações não refletem quem ele é nem o que ensinou; pelo contrário, ao longo dos séculos, o verdadeiro cristianismo foi o motor de inúmeras transformações positivas — movimentos abolicionistas, criação de hospitais, orfanatos, universidades e mudanças profundas na ética e na dignidade humana.
O evangelho foi e continua sendo uma força de impacto poderoso na história. Nosso papel é reapresentar Jesus aos nossos amigos secularizados sob essa perspectiva — o verdadeiro Jesus das Escrituras.
A melhor forma de mostrar quem realmente é Jesus é indo direto à fonte: a Bíblia. Muitas pessoas secularizadas acham que já sabem o que há nela — como se fosse apenas um guia moral —, mas nunca a leram de fato. Uma excelente maneira de desconstruir preconceitos é convidá-las para ler a Bíblia com você.[1] Escolha um dos Evangelhos e comece a ler juntos.
Deixe claro que você não está ali para ensinar, mas para ler e conversar sobre o que o texto diz. Crie um ambiente onde seja natural fazer perguntas e expressar dúvidas, e tudo bem se alguém disser algo estranho ou até ofensivo. À medida que as pessoas conhecem Jesus diretamente nas Escrituras, a imagem que têm dele começa a mudar.
Notas
[1] Acesse Steiger.org para conferir recursos gratuitos para estudos bíblicos para usar com pessoas não religiosas.
Trecho extraído da obra “Todos podem ser alcançados“, traduzido por Edições Vida Nova e publicado no site Cruciforme com permissão.
| A crescente multidão de pessoas sem religião parece cada vez mais cética e inalcançável. Mas também é certo que ninguém está fora do alcance. Em Todos podem ser alcançados, Aaron Pierce mostra que, por trás da armadura do secularismo, há uma busca profunda por conexão que apenas Cristo pode preencher.
Fruto da experiência global da missão Steiger, este roteiro prático ajudará você a: Enriquecida com notas exclusivas para o contexto brasileiro, esta obra é um convite para dar um passo em direção ao próximo. |
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É Presidente/CEO da Steiger International, uma organização missionária global em rápido crescimento, vocacionada para alcançar e discipular a cultura jovem global para Jesus. A Steiger atua em mais de 250 cidades ao redor do mundo, em regiões como Europa, Eurásia, Ásia Central, Oriente Médio, Leste Asiático, América do Sul, Australásia e América do Norte. |
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