Rei e Pastor: O Senhor na visão e vivência dos salmistas – 31
Cristo satisfez as exigências de modo perfeito Somente Jesus Cristo, o Deus encarnado, revelou sua justiça na encarnação, morte e ressurreição, cumprindo plenamente as exigências divinas para a nossa salvação. Paulo escreve: “Sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção (a)polu/trwsij) que há em Cristo Jesus” (Rm 3.24). Portanto, “Quando Deus justifica pecadores à…
Cristo satisfez as exigências de modo perfeito
Somente Jesus Cristo, o Deus encarnado, revelou sua justiça na encarnação, morte e ressurreição, cumprindo plenamente as exigências divinas para a nossa salvação.
Paulo escreve: “Sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção (a)polu/trwsij) que há em Cristo Jesus” (Rm 3.24).
Portanto, “Quando Deus justifica pecadores à base da obediência e da morte de Cristo, está agindo com toda equidade. Dessa maneira, longe de comprometer Sua retidão judicial, esse método de justificação em realidade a exibe” enfatiza Packer.[1]
Nosso estado deplorável
A Palavra de Deus demonstra que todos nós, sem exceção, nos encontramos em um estado deprimente, totalmente dominados pelo pecado, distantes de Deus.[2] Somos carentes da sua misericórdia. Deus nos trata com misericórdia, não debitando em nossa conta a nossa dívida, a qual jamais poderíamos pagar, antes, a inflacionaríamos ainda mais.[3]
O pecado nos aprisiona, criando uma ilusão de satisfação e nos anestesiando com um bem-estar enganoso, que nos impede de enxergar nossa real condição.
Como bem observou Calvino (1509-1564): “Imaginamos que Deus nos é favorável porque nos tem considerado dignos de seu respeito. A Escritura, porém, por toda parte enaltece sua misericórdia, que pura e simplesmente abole todo e qualquer mérito”.[4]
Necessitamos buscar a Deus diante do trono da sua misericórdia para que possamos ter a bênção da bem-aventurança que começa por nossa reconciliação com Ele. Somente assim encontraremos o antídoto para as nossas misérias espirituais.
Misericórdia x merecimento
Deus não devia misericórdia a ninguém. Falar em misericórdia merecida é contraditório; imaginar em uma graça obrigatória é negar sua própria essência.[5] Uma contradição é em sua essência ininteligível. A fé cristã comporta mistérios, porém, não contradição.[6]
Misericórdia sempre pressupõe a indignidade daquele que a recebe.
Enquanto a graça ressalta a grandeza de Deus em relação aos homens; a misericórdia retrata como o Deus majestoso vem ao nosso encontro, em nossa miséria espiritual, nos perdoando os pecados restaurando-nos à comunhão com Ele por meio de seu Filho, Jesus Cristo.
Deus se relaciona conosco em misericórdia. Ele é pleno de seus atributos; portanto, rico em misericórdia por causa do seu grande amor (Ef 2.4):[7]
“Eis que temos por felizes os que perseveraram firmes. Tendes ouvido da paciência de Jó e vistes que fim o Senhor lhe deu; porque o Senhor é cheio de terna misericórdia (*polu/splagxnoj) e compassivo (oi)kti/rmwn)” (Tg 5.11).
A misericórdia de Deus, por sua vez revela também a nossa miséria. Só pode haver misericórdia, justamente por carecer dela, para com os miseráveis.
O salmista atento à obra de Deus, conclama: “Rendei graças ao Senhor, porque ele é bom, porque a sua misericórdia (ds,x) (hesed) dura para sempre” (Sl 118.1 = Sl 106.1; 107.1, etc.).
Relacionamento por misericórdia
Aqui há a compreensão de que toda a nossa relação com Deus se baseia em sua misericórdia.
Jeremias, após a destruição de Jerusalém, lembra que é pela misericórdia do Senhor que não somos consumidos: “As misericórdias (ds,x) (hesed) do Senhor são a causa de não sermos consumidos porque as suas misericórdias não têm fim” (Lm 3.22). O salmista, no Salmo 130, também reconhece que apenas Deus pode socorrer em meio ao desespero. Não se ilude com soluções humanas. Nenhuma metodologia de autoajuda o pode socorrer. Por isso, pode dizer do mais profundo de seu coração, das “profundezas” de sua situação: “Clamo a ti, Senhor” (Sl 130.1).
Ele sabe perfeitamente a quem se dirige. A sua experiência compartilhada é de esperar em Deus visto que ele é o Deus misericordioso:
6 A minha alma anseia pelo Senhor mais do que os guardas pelo romper da manhã. Mais do que os guardas pelo romper da manhã, 7 espere Israel no Senhor, pois no Senhor há misericórdia (ds,x) (hesed); nele, copiosa redenção. (Sl 130.6-7).
Nas Escrituras fica evidente que os servos de Deus sempre tiveram um conceito claro e abrangente de alguns importantes aspectos da sua misericórdia. Vejamos alguns testemunhos:
a) A bondade do Senhor está espalhada por toda Terra.
“Ele ama a justiça e o direito; a terra está cheia da bondade (ds,x,) do SENHOR” (Sl 33.5). (Do mesmo modo: Sl 119.64).
b) A misericórdia de Deus é eterna.
O salmista pede a Deus que em sua lembrança olhe para Ele com misericórdia, não considerando os pecados de sua juventude.
Lembra-te, SENHOR, das tuas misericórdias (~x;r;) (racham) e das tuas bondades (ds,x,) (hesed), que são desde a eternidade. Não te lembres dos meus pecados da mocidade, nem das minhas transgressões. Lembra-te de mim, segundo a tua misericórdia (ds,x,) (hesed), por causa da tua bondade (bWj) (tub), ó SENHOR. (Sl 25.6-7).
“Ao único que opera grandes (lAdG”) (gadol) maravilhas (al’P’) (pala), porque a sua misericórdia (ds,x) (hesed) dura para sempre” (Sl 136.4).
No Salmo 31, Davi pôde expressar a Deus o seu contentamento reconhecendo a bondade de Deus: “Como é grande a tua bondade (bWj) (tub), que reservaste aos que te temem, da qual usas, perante os filhos dos homens, para com os que em ti se refugiam!” (Sl 31.19)
c) Davi pede a Deus que o livre, o salve pela sua misericórdia
“…. salva-me por tua graça (ds,x,) (hesed)” (Sl 6.4). (Do mesmo modo: Sl 31.16).
d) O salmista reconhece como a misericórdia de Deus nos acompanha
Por isso, expressa o desejo de que assim permaneça. Em última instância a nossa confiança deve estar sempre em Deus não em nossas supostas habilidades ou circunstâncias favoráveis. Deus é o Senhor do tempo, das circunstâncias e da eternidade. Faremos muito bem se aprendermos a confiar nele, aquela que nos acompanha sempre (Sl 33.12-17).
18 Eis que os olhos do SENHOR estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia (ds,x,) (hesed), 19 para livrar-lhes a alma da morte, e, no tempo da fome, conservar-lhes a vida. 20 Nossa alma espera no SENHOR, nosso auxílio e escudo. 21 Nele, o nosso coração se alegra, pois confiamos no seu santo nome. 22 Seja sobre nós, SENHOR, a tua misericórdia (ds,x,) (hesed), como de ti esperamos. (Sl 33-18-22).
“Bondade e misericórdia (ds,x,) (hesed) certamente me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do SENHOR para todo o sempre (Sl 23.6).
e) A misericórdia de Deus é preciosa e, aqueles que a reconhecem, refugiam-se em Deus
“Como é preciosa, ó Deus, a tua benignidade! (ds,x,) (hesed) Por isso, os filhos dos homens se acolhem à sombra das tuas asas” (Sl 36.7).
f) Davi sabe que o seu culto a Deus é resultante da riqueza da misericórdia de Deus.
“…. eu, pela riqueza da tua misericórdia (ds,x,) (hesed), entrarei na tua casa e me prostrarei diante do teu santo templo, no teu temor” (Sl 5.7).
O nosso culto a Deus é sempre uma expressão da graça de Deus. Deus se dá a conhecer e nos capacita a nos relacionar com Ele em amor, fidelidade e obediência.
No Novo Testamento Paulo roga aos irmãos que, considerando as misericórdias de Deus, se ofereçam integralmente como um culto agradável a Deus: “Rogo-vos (parakale/w) (suplicar, exortar, solicitar, chamar), pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rm 12.1).
g) Deus responde as nossas orações devido à sua misericórdia.
Quanto a mim, porém, SENHOR, faço a ti, em tempo favorável, a minha oração. Responde-me, ó Deus, pela riqueza da tua graça (ds,x,) (hesed); pela tua fidelidade em socorrer […]. Responde-me, SENHOR, pois compassiva (bAj)(tôb)[8] é a tua graça (ds,x,) (hesed); volta-te para mim segundo a riqueza das tuas misericórdias (~x;r;)(racham). (Sl 69.13,16).
h) O salmista rende graças a Deus considerando as suas maravilhosas obras fruto de sua misericórdia: “Ao único que opera grandes (lAdG”) (gadol)[9] maravilhas (al’P’) (pala) (admiráveis, extraordinárias), porque a sua misericórdia (ds,x) (hesed) dura para sempre” (Sl 136.4).
Davi canta com alegria a magnificente misericórdia de Deus que se manifestou em seu livramento e alento de sua alma:
Render-te-ei graças, SENHOR, de todo o meu coração; na presença dos poderosos te cantarei louvores. 2 Prostrar-me-ei para o teu santo templo e louvarei o teu nome, por causa da tua misericórdia (ds,x) (hesed) e da tua verdade, pois magnificaste (ld;G”) (gadal) acima de tudo o teu nome e a tua palavra. 3 No dia em que eu clamei, tu me acudiste e alentaste a força de minha alma. (Sl 138-1-3).
O povo de Deus, deve também fazê-lo, inclusive considerando o cuidado de Deus para com a sua Igreja conforme o seu pacto de misericórdia que preserva o seu povo ao longo da história:
Cantarei para sempre as tuas misericórdias (ds,x) (hesed), ó SENHOR; os meus lábios proclamarão a todas as gerações a tua fidelidade. 2 Pois disse eu: a benignidade está fundada para sempre; a tua fidelidade, tu a confirmarás nos céus, dizendo: 3 Fiz aliança com o meu escolhido e jurei a Davi, meu servo: 4 Para sempre estabelecerei a tua posteridade e firmarei o teu trono de geração em geração. (Sl 89.1-4).
i) Deus nos guarda e protege com a sua misericórdia.
Davi, sem dúvida, retratando parte de sua experiência, escreve: “Muito sofrimento terá de curtir o ímpio, mas o que confia no Senhor, a misericórdia (ds,x) (hesed) o assistirá (bb;s’) (sabab)” (Sl 32.10).
A palavra assistir, que tem um amplo sentido literal e figurado, significa envolver, cercar, contornar. Apenas para ilustrar, mencionamos que esta é a palavra usada para descrever as voltas que o exército de Israel deu sobre Jericó durante sete dias (Js 6.3,4,7,11,14,15). A ideia expressa é a de que Deus nos cerca, nos envolve por todos os lados com a sua misericórdia.
O hesed de Deus é o seu incansável, fiel e misericordioso amor pactual que se revela em sua relação com o seu povo. Ele pode ser esperado, desejado e suplicado, porém, não pode ser exigido.[10] A misericórdia de Deus se manifesta de forma boa e agradável a fim de nos restaurar. Ela se relaciona com a profundidade de seu amor que se revela em atos concretos de compaixão.
No entanto, conforme já tratamos, mesmo sendo evidente a misericórdia de Deus em sua relação com o seu povo, a desconsideração leviana da bondade de Deus caracterizou a vida de Israel em diversas e contínuas situações.
Misericórdia, disciplina e arrependimento
Na disciplina divina, além da revelação de sua justiça, há um propósito essencial: conduzir seus filhos ao arrependimento.
Calvino lembra que a disciplina de Deus não é apenas externa, mas também obra do Espírito em nosso interior. Sem isso, o homem apenas resiste e se rebela:
Porque a Deus não Lhe basta ferir-nos com sua mão, a menos que também nos toque interiormente com Seu Espírito Santo. […] Até que Deus nos toque no mais profundo de nosso interior, é certo que não faremos nada senão dar coices contra Ele, cuspindo mais e mais veneno; e toda vez que nos punir rangeremos os dentes, e nada mais faremos senão atacá-Lo. […] Então vocês veem como Deus mostra Sua justiça cada vez que pune os homens, ainda que tal punição não seja uma solução para sua emenda.[11]
Temos uma boa síntese do significado bíblico de arrependimento no Catecismo Menor de Westminster, em resposta à pergunta 87: “O que é arrependimento para a vida?”:
Arrependimento para a vida é uma graça salvadora, pela qual o pecador, tendo uma verdadeira consciência de seu pecado, e percepção da misericórdia de Deus em Cristo, se enche de tristeza e de aversão pelos seus pecados, os abandona e volta para Deus, inteiramente resolvido a prestar-lhe obediência (At 11.18; At 2.37; Jl 2.13; 2Co 7.11; Jr 31.18,19; At 26.18; Sl 119.59).
A boa nova exclusiva do Evangelho de Cristo, é que há salvação para todo aquele que se arrepender de seus pecados e confessar a Cristo como Senhor. Este é sentido da mensagem vivenciada e proclamada pela igreja, como comunidade de pecadores inteiramente perdoados pela graça.
A misericórdia de Deus é uma realidade contínua em nossa existência. Contudo, ela se torna mais eloquente para nós quando tomamos consciência do nosso pecado e do perdão de Deus.
No Salmo 6, o salmista Davi, tendo pecado, arrependido, suplica a Deus: “Volta-te, SENHOR, e livra a minha alma; salva-me por tua graça (ds,x,) (hesed)” (Sl 6.4).[12]
Por maiores que sejam os nossos pecados, exponhamos a Deus em oração. Não tenhamos vergonha de colocar diante de Deus as nossas angústias, temores e ansiedades. Tenhamos vergonha de pecar. Lamentavelmente tendo feito isto, arrependidos, não tenhamos vergonha de confessar a Deus a nossa transgressão rogando-lhe a graça do perdão.
Precisamos manter diante de nós a certeza de que toda restauração vem unicamente da misericórdia e graça de Deus, firmados na obra redentora de Cristo.
Esse Deus misericordioso é o nosso Pastor, que nos guia sempre com sua misericórdia em todos os lugares e circunstâncias.
Rev. Hermisten Maia Pereira da Costa
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[1]J.I. Packer, Justificação: In: J.D. Douglas, ed. org. O Novo Dicionário da Bíblia, São Paulo: Junta Editorial Cristã, 1966, v. 2, [p. 896-900], p. 899b.
[2] “Todos, sem exceção, são carentes de sua misericórdia” (João Calvino, O Livro dos Salmos, São Paulo: Paracletos, 1999, v. 2, (Sl 32.6), p. 49).
[3]Veja-se: João Calvino, O Livro dos Salmos, São Paulo: Paracletos, 1999, v. 2, (Sl 32.1), p. 39.
[4]João Calvino, O Evangelho segundo João, São José dos Campos, SP.: Editora Fiel, 2015, v. 1, (Jo 3.16), p. 131.
[5] “A misericórdia não é um direito ao qual o homem faz jus. A misericórdia é aquele atributo adorável de Deus, pelo qual tem dó dos miseráveis e os alivia” (A.W. Pink, Deus é Soberano, Atibaia, SP.: FIEL, 1977, p. 23). “É em razão de ser misericordioso que Deus primeiro nos recebe em sua graça, e então prossegue nos amando” (João Calvino, As Pastorais, (1Tm 1.2), p. 27).
[6] Cf. R.C. Sproul, A Mão invisível, São Paulo: Cultura Cristã, 2014, p. 82ss.
[7] “Mas Deus, sendo rico em misericórdia (e)/leoj), por causa do grande amor com que nos amou” (Ef 2.4).
[8]A palavra hebraica é traduzida de forma variada no AT.: Bondade (Sl 21.3; 23.6); bom (Sl 25.8; 34.9,15); bem (Sl 34.11,12; 37.3); melhor (Sl 63.3; 118.8,9); vale mais (Sl 84.10); bens (Sl 107.9). A Criação é, em seu estado original, avaliada por Deus como sendo boa (Gn 1.4,10,12,18,21,25,31). Por vezes a palavra tem o sentido estético (belo, agradável) ainda que não indique necessariamente algo bom, mas, o caminho adequado para se conseguir o que deseja ou, na mesma linha de subjetividade, o que parece bom aos nossos olhos (Gn 19.8; Js 9.25; Et 3.11; 2Rs 20.3). Tipo o “Imperativo Hipotético” de Kant, associo eu. (Para um estudo mais exaustivo do termo, vejam-se: Alan Richardson, ed. A Theological Word Book of the Bible, London: SCM Press, 13. impression, 1975, p. 99; Andrew Bowling, Tôb: In: R. Laird Harris; Gleason L. Archer, Jr.; Bruce K. Waltke, orgs. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento, São Paulo: Vida Nova, 1998, p. 564-566 (Artigo bastante didático). Robert P. Gordon, Twb: In: Willem A. VanGemeren, org. Novo Dicionário Internacional de Teologia e Exegese do Antigo Testamento, São Paulo: Cultura Cristã, 2011, v. 2, p. 352-356; E. Beyreuther, Bom: In: Colin Brown, ed. ger. O Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, São Paulo: Vida Nova, 1981-1983, v. 1, p. 319-327; W. Grundmann, A)gaqo/j: In: G. Kittel; G. Friedrich, eds. Theological Dictionary of the New Testament, Grand Rapids, Michigan: Eerdmans, 1983 (Reprinted), v. 1, p. 10-18; W. Grundmann, Kalo/j: G. Kittel; G. Friedrich, eds. Theological Dictionary of the New Testament, v. 3, p. 536-550; I. Höver-Johag, bOs: In: G. Johannes Botterweck; Helmer Ringgren, eds. Theological Dictionary of the Old Testament, Grand Rapids, MI.: Eerdmans, 1980 (Revised edition), v. 5, p. 296-317; Bom: W.E. Vine; Merril F. Unger; William White Jr. Dicionário Vine: o significado exegético e expositivo das palavras do Antigo e do Novo Testamento, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2002, p. 55-56 (Pequeno, porém, significativo artigo).
[9] Para um estudo mais exaustivo do uso da palavra e de suas variantes, vejam-se: M.G. Abegg, Jr. Gdl: In: Willem A. VanGemeren, org. Novo Dicionário Internacional de Teologia e Exegese do Antigo Testamento, São Paulo: Cultura Cristã, 2011, v. 1, p. 798-801; Jan Bergman, et. al. Gâdhal: In: G.J. Botterweck, Helmer Ringgren, eds. Theological Dictionary of the Old Testament, Grand Rapids, MI.: Eerdmans, 1977 (Revised edition), v. 2, p. 390-416. (Para os nossos objetivos, especialmente, as páginas 406-412).
[10]Veja-se: R. Bultmann, E)/leoj: In: G. Kittel; G. Friedrich, eds. Theological Dictionary of the New Testament, Grand Rapids, Michigan: Eerdmans, 1982 (Reprinted), v. 2, p. 479-482.
[11]Juan Calvino, Bienaventurado el Hombre a Quem Dios Corrige: In: Sermones Sobre Job, Jenison, Michigan: T.E.L.L. 1988, (Sermon nº 3), p. 48. Juan Calvino, Bienaventurado el Hombre a Quem Dios Corrige: In: Sermones Sobre Job, p. 49). (Vejam-se também: João Calvino, As Institutas da Religião Cristã: edição especial com notas para estudo e pesquisa, São Paulo: Cultura Cristã, 2006, v. 4, (IV.17), p. 204; João Calvino, O Livro dos Salmos, São Paulo: Parakletos, 2002, v. 3, (Sl 79.1), p. 250.
[12]Para um estudo mais detalhado do Salmo 6, veja-se: Hermisten M.P. Costa, O Homem no Teatro de Deus: Providência, Tempo, História e Circunstância, Eusébio, CE.: Peregrino, 2019, p. 367-382.
